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Recife dos Mercados e dos Grandes Mestres da Cozinha Pernambucana

                Recife, sábado, 7h da manhã. Cedo? Pensou que era o Galo da Madrugada? Pois errou feio... Enquanto que os primeiros raios de sol ainda se responsabilizavam em despertar a cidade, um grupo, também muito animado, o do Convivium Slow Food Recife, já estava de pé. Muita energia e fome no ar, redescobrir a cidade do dia-dia através da honesta e boa mesa pernambucana era a proposta. Auto-mastigar a cidade que muitas vezes passa despercebida, era o tour dos personagens e dos recantos, um incrível antropofagismo à Oswald de Andrade...

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Em Recife a vida pulsa nos mercados públicos, nesses espaços, o caráter de sua gente é literalmente revelado. No Mercado da Encruzilhada, localizado no bairro homônimo e aglutinador da zona norte da cidade, foi o primeiro ponto de encontro do grupo. Construído na década de 50, nos seus mais de 200 boxes, são comercializados de tudo: verduras, cereais, miudezas em geral, artesanato, frios, carnes e aves. Destaque para a carne de sol e para a lingüiça de porco caseira, uma das melhores da capital.

Diversidade Cultural e Turismo Sustentável, este é o tema da palestra que será realizada nesta quarta-feira, 7 de maio, no Centro de Excelência em Turismo da Universidade de Brasília ( CET/UnB ) . Os palestrantes debaterão as possibilidades de uso de ingredientes locais para a gastronomia e como contribuem para a preservação, além de estimular o desenvolvimento sustentável de pequenas comunidades.  As inscrições serão feitas no nosso site e os participantes receberão certificado.

Palestrantes:

  •  Iara Brasileiro, pesquisadora do CET/UnB. Coordenadora do Núcleo de Desenvolvimento Sustentável no CET;
  •  Roberta Marins de Sá, Coordenadora dos Projetos do Slow Food no Brasil e consultora do Ministério do Desenvolvimento Agrário;
  •  Luiz Carraza, representante da ISPN – Instituto Sociedade, População e Natureza, onde estimulam uma rede de comercialização solidária conhecida como Central do Cerrado – Produtos Ecossociais.

Local: Centro de Excelência em Turismo da Universidade de Brasília (CET/UnB)

Data: 07/05

Horário: 19h

Inscrições: http://www.cet.unb.br/forms/cadastro_palestras.php

A colaboração entre o Convivium Slow Food de Brasília e a ABRASEL-DF se iniciou durante a organização da programação gastronômica do Salão Nacional dos Territórios, realizado pelo Ministério do Desenvolvimento Agrário, em Dezembro de 2006. De lá para cá algumas atividades foram desenvolvidas em conjunto, e este ano a presidência da associação nos ofereceu um espaço no Festival Brasil Sabor 2008.

Docinho de buriti e licuri elaborado por Luis Carrazza - Foto: Roberta Sá

Para a abertura do Festival alguns associados do Convivium Brasília criaram pratos inéditos e deliciosos, usando produtos de comunidades locais, da Arca do Gosto e Fortalezas, e apresentaram para o público participante os princípios da ecogastronomia. Esta atividade foi realizada em parceria com a Central do Cerrado , que não somente nos forneceu os produtos das comunidades como também os coordenadores participaram ativamente de toda a organização.

Depois desta atividade brilhante (e gostosa), realizada por várias cabeças pensantes e mãos realizadoras, tivemos a oportunidade de oferecer oficinas de ecogastronomia para adultos e oficinas do gosto para crianças. As atividades foram realizadas em duas edições, nos dias 19 de março e 03 de maio, no Terraço Shopping. Para estas atividades contamos com a colaboração fundamental da Kaza Chique , e esperamos poder continuar colaborando.  

arepasO homem é um onívoro que estabelece regras alimentares, classificando o que é comestível ou não, transformando alimento em comida. Assim é que o que se come em determinada cultura não se come em outra. E assim é que trago aqui esta história...

Trafegando por rodovias que cruzam os municípios de São Bendito, Ubajara e Tianguá, região cearense chamada de Serra Grande ou Ibiapaba, deparei-me com algo inusitado. Mulheres, homens, jovens e crianças correndo no mato, de um lado para o outro, olhando ora para a terra, ora para os ares. Meus olhos seguiam o mesmo movimento, tentando entender o que estava acontecendo. Um brincadeira? Uma disputa? Uma coleta? O que seria?

Nas mãos, garrafas pet, baldes e latas, cujo conteúdo escuro eu não conseguia distinguir bem. Fiquei assistindo, por um bom tempo, aquilo que parecia ser uma atividade divertida para quem a praticava... enquanto pensava na estranha interação entre homem e natureza que observava. A convivência, o movimento, gritos e risadas, cheias de códigos entendidos por quem participava e não entendidos pelos de fora.

Ao aproximar-me, percebi que eram formigas voadoras, tanajuras negras e gordas. Indaguei para que serviam. Responderam que era pra comer e pra vender. Quando criança, tinha visto tanajuras no sertão, mas não tinha conhecimento de que podiam ser comidas.

O Convivium Slow Food Recife realiza no dia 26 de abril de 2008 um roteiro gastronômico urbano pelos seus Mercados Públicos, periferia e alguns recantos onde será possível degustar as mais incríveis preciosidades gastronômicas da cidade.

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