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Entre os dias 12 e 15 de junho acontece em São Paulo o 2º Laboratório de Cozinha Brasileira Paladar junto com o São Paulo Food & Wine. Numa parceria entre o Grand Hyatt São Paulo e Estadão, o evento vai reunir grandes nomes estrangeiros da gastronomia e enologia com consagrados chefs e cozinheiros brasileiros (Alex Atala, Edinho Engel, Beto Pimentel, Ana Soares e Mara Salles, só para citar alguns),  com destaque para ingredientes nacionais e especialidades regionais de Norte a Sul. Serão aulas, palestras, mesas redondas, degustações, almoços e jantares.  

A valorização de alimentos regionais e técnicas esquecidas através de eventos como este vem de encontro à proposta do Movimento que inclui ações para promover o intercâmbio de informações sobre produtos e comidas que definem a identidade cultural de um povo. Por isto, o Convivium São Paulo e o Hotel Grand Hyatt selaram um acordo para que os associados do Slow Food de todo o Brasil tenham um desconto de 10% em qualquer atividade. Basta mencionar que é membro do Slow no ato da inscrição. 

Faça sua inscrição pelo telefone 11 6838-3177,  das 9 às 21 horas.

Veja toda a programação das atividades e preços no site www.saopaulofoodwine.com.br

Pode ser que se perceba ao dobrar a esquina e avistar ao longe uma cortina escapando da janela, ou então ao ouvir o tocar de um sino que preenche a rua vazia. Pode ser que se perceba ao caminhar por uma calçada estreita feita de pedras irregulares, ao escutar a mistura de conversas entre as barracas de uma feira, ao ser hipnotizado pelos perfumes que saem da porta entreaberta de uma cozinha alheia.

Momentos em que se reconhece a presença forte da memória coletiva, a soma dos anos que passaram e das histórias que ficaram, o acúmulo de saberes e experiências. Algo que não tem forma nem pode ser capturado por uma fotografia: a alma, o talento, a vocação de cada território. O genius loci, essa expressão latina que quer dizer "o espírito do lugar".

O conceito de território está na base da filosofia do Slow Food: a valorização das culturas locais é uma resposta à homologação causada pelo "modelo fast food". E se os alimentos são vistos como um produto do território, como o resultado da tradição, da cultura e da identidade local, está na hora de prestar mais atenção no genius loci. Não só no espírito do lugar onde moramos ou visitamos, mas também no "espírito" daquilo que comemos.

foto_8b.jpgEste estudo se coloca como um desdobramento do Inventário Nacional de Referências Culturais - produção de doces tradicionais pelotenses, pesquisa que segue metodologia do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (IPHAN), visando identificar e reconhecer a tradição doceira pela qual Pelotas, situada no Rio Grande do Sul, é nacionalmente conhecida.

O que impulsionou esta pesquisa sobre a contribuição negra - sujeitos que partilham, adaptam e reinventam o patrimônio cultural afro-brasileiro - para tal tradição foi justamente sua invisibilidade, afirmada no discurso, reiteradamente repetido, de que "os negros só mexeram os tachos".

foto_1b.jpgA hipótese mais provável para essa invisibilidade se assenta nas próprias circunstâncias que situam Pelotas enquanto "região do doce" e não "região do açúcar", como na obra de Gilberto Freyre, referente ao Nordeste brasileiro. Tal caracterização indica o doce como um produto caro e restrito às camadas da sociedade que se beneficiavam das trocas de charque por açúcar. Desse modo, sua circulação não teria se dado entre as frações mais populares, aí inclusa a população negra pelotense. Assim, ao contrário do que se deu no Nordeste, onde as escravas e negras libertas vendiam os doces em seus tabuleiros, em Pelotas essas mulheres não tiveram acesso à rara matéria-prima dos doces finos.

Considerando, ainda, também sob a rubrica doce de Pelotas, a tradição dos doces de frutas, ou coloniais, vinculados à influência dos imigrantes franceses, alemães, pomeranos e italianos na produção de doces de passas e compotas de frutas, observa-se a mesma invisibilidade com relação à contribuição da etnia negra. Pensar que contribuições das diversas etnias compõem o mapa étnico da tradição dos doces de Pelotas significa, aqui, buscar analisar a dimensão das matrizes culturais que constituem, diversificam e atualizam essa tradição.

queijominas2.jpgNo último dia 15 de maio, o Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (IPHAN) aprovou o registro do modo de produção do Queijo Artesanal de Minas como patrimônio imaterial brasileiro.

O trabalho que resultou no registro do tradicional queijo mineiro contou com a participação do Slow Food e foi uma ação conjunta que envolveu a associação de produtores de queijo de diferentes regiões de Minas Gerais, o poder público e entidades privadas.

queijominas3.jpgDesde 2001, quando a Secretaria de Cultura de Minas Gerais encaminhou o pedido ao IPHAN, dois aspectos foram decisivos para a qualificação e legitimação do Queijo: a aprovação de Leis Estaduais específicas para a produção artesanal de Queijo de Minas (que permitem a elaboração deste queijo a partir de leite cru) e a realização de um amplo trabalho de pesquisa sobre os modos de produção, questões históricas, culturais e identitárias, que foram sistematizados em um documento, o Dossiê Interpretativo do Queijo Artesanal de Minas.

No inicio do mês de maio de 2008, entre os dias 01 a 04, aconteceu a Bio Brazil Fair, no Pavilhão da Bienal, no Parque do Ibirapuera. Trata-se de uma feira de produtos orgânicos e naturais, onde os consumidores podem comprar produtos diretamente dos produtores, com uma estimativa de 19.000 visitantes. E nós estivemos lá.

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