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Organizações e entidades ambientalistas, indígenas, de direitos humanos e do campo decidiram se unir em um movimento de resistência contra as medidas do governo Temer e da bancada ruralista que violam direitos humanos - especialmente de indígenas e de trabalhadores rurais - e colocam em risco a proteção do meio ambiente. O grupo lançou uma carta pública convocando outras entidades e a sociedade a aderirem ao movimento. Até o momento, cerca de 130 organizações já assinaram o documento. Confira a íntegra da carta e a lista de signatários. 

Denunciar e resistir são as palavras que unem as organizações e entidades em um movimento coordenado de resistência. Com atuação nacional e capilaridade em todas as regiões, o grupo atuará em frentes parlamentares, jurídicas e de engajamento social e não poupará esforços para impedir que o governo Temer e os ruralistas façam o Brasil retroceder décadas em termos de preservação ambiental e de direitos humanos.

Os ataques à agenda socioambiental não são recentes, mas o enfraquecimento dos sistemas de proteção do meio ambiente e dos direitos humanos cresce exponencialmente desde que Temer assumiu a cadeira da presidência e, consequentemente, a bancada ruralista passou a integrar o centro do poder. Para o movimento, Temer representa hoje a maior ameaça que o meio ambiente e a agenda de direitos tem de enfrentar.

Prêmio Juliana Santilli tem por objeto premiar iniciativas, individuais ou coletivas, que fazem a diferença, promovendo a ampliação, a conservação, o acesso, a distribuição ou o uso de produtos da agrobiodiversidade. Premiar, ainda, a produção intelectual sobre o tema.

Juliana Santilli, advogada e jornalista, foi sócia-fundadora do Instituto Socioambiental (ISA), pesquisadora colaboradora do Centro de Desenvolvimento Sustentável da Universidade de Brasília e professora do Curso de Direito Ambiental do Instituto Internacional de Educação do Brasil.

Os estreitos laços do trabalho de Juliana Santilli com a filosofia do movimento Slow Food, com o qual ela começou a colaborar em 2007, são inquestionáveis. No entanto, mais do que uma afinidade de ideias Juliana contribuiu muito com sua atuação como Promotora do Ministério Público do Distrito Federal e ativista em defesa dos direitos dos agricultores e dos conhecimentos tradicionais, estabelecendo parcerias com inúmeras organizações de Agricultores e Povos Tradicionais, orientando em questões relativas a Direito Socioambiental e Agrobiodiversidade, assim como nas discussões sobre o direito à alimentação adequada.

Com a ideia de dar alguma continuidade ao trabalho revolucionário de Juliana, o prêmio foi concebido para incentivar iniciativas inovadoras (individuais ou coletivas) no campo da agrobiodiversidade. Assim, podem ser contempladas pelo prêmio experiências sociais ou estudos que contribuam para a ampliação, conservação, distribuição ou uso de produtos da agrobiodiversidade mas também para o acesso ao alimento, uma vez que essas dimensões se retroalimentam.

O desperdício de alimentos é uma preocupação séria no Brasil. A quantidade de matéria-prima desperdiçada entre início e o fim da cadeia de produção/abastecimento é surpreendente. Felizmente, alguns chefs bem conhecidos estão espalhando a consciência e trabalhando para resolver o problema.

A imagem pode conter: 22 pessoas, pessoas sorrindo, pessoas em pé e área interna

O objetivo principal desse evento é a difusão dos produtos gastronômicos locais de qualidade e a criação de mercados locais para seu consumo, potencializando a atividade turística interna e externa.

A comida de rua fronteiriça, da qual o choripan é um destacado representante, pode e deve alcançar um nível de qualidade como produto gastronômico sem perder suas características como comida de rápido preparo e de origem popular. Por outro lado, seu reconhecimento como comida popular não impede sugestões de harmonização com distintos tipos de cervejas artesanais, cujo hábito de consumo também se popularizou na fronteira. A ideia, dessa forma, é justamente sugerir o consumo inteligente desses produtos, desenvolvendo assim uma vertente educativa que convida a desfrutar da qualidade no lugar da quantidade. 

A fabricação de cervejas artesanais a partir de receitas originais provenientes de diferentes regiões do mundo pode representar uma forma de diversificação da economia local, ao oferecer ao público consumidor produtos de elevada qualidade a preços acessíveis. Acreditamos que a valorização da cultura gastronômica local pode ser alcançada de maneira sustentável a partir de sua associação com atividades inovadoras, como é em nosso meio a fabricação de cerveja, a qual capitaliza, entre outras virtudes, a excepcional qualidade de nossa água e a capacidade empreendedora da nossa gente.chori

No dia 19 de março ocorreram visitas a três propriedades rurais produtoras de cambuci, que englobam a região de Parelheiros (zona rural da capital paulista) e Embu-Guaçu, município vizinho a São Paulo.

Captura de Tela 2017-03-26 às 22.19.48.jpgCambuci, fruto da Mata Atlântica ainda desconhecido por muitos (Foto: Dinho Souto / Ascom Sead)

As visitas ocorreram para integrarem a Fortaleza do Cambuci, no âmbito do projeto Alimentos bons, limpos e justos: ampliação e qualificação da participação da agricultura familiar brasileira no movimento Slow Food, financiado pela Secretaria Especial de Agricultura Familiar e Desenvolvimento Agrário (SEAD) com gestão compartilhada da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC) e Slow Food além destas instituições ainda estiveram presentes representantes da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS), do Instituto Auá e da Coordenadoria de Desenvolvimento dos Agronegócios (CODEAGRO) de São Paulo.

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