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Chef e autora dos EUA, que virá a São Paulo em novembro de 2012, defende consumo local e melhor remuneração aos agricultores

Vice-presidente mundial do movimento Slow Food, a chef e autora norte-americana Alice Waters, 68, é um dos maiores símbolos do ativismo na gastronomia.

Tanto em seu restaurante, o Chez Panisse, em Berkeley, na Califórnia, quanto nas manifestações que promove, Alice defende o consumo de alimentos locais e sustentáveis, e melhores pagamentos para os trabalhadores do campo. É preciso, portanto, pagar mais pela comida, diz ela.

As bandeiras levantadas pela chef lhe valeram admiradores dentro e fora dos EUA. Em seu restaurante, fundado em 1971, já recebeu nomes como Bill Clinton e Dalai Lama, Astor Piazzolla e Francis Ford Coppola.

Alice, que vem ao Brasil pela primeira vez em novembro para participar do evento Semana Mesa SP, falou à Folha com exclusividade. Leia a entrevista:

Você se alimenta bem? Sabe de onde vem e como é produzido o alimento que você consome? Na correria do cotidiano, muitas pessoas acabam pulando refeições ou recorrendo aos chamados fast foods (comida rápida). Para contrapor essa forma de se alimentar e alertar a população para a importância de ter uma alimentação saudável e que respeite a biodiversidade local, surgiu, em 1989, o Slow Food.

O movimento, inicialmente organizado na Itália, cresceu e hoje já conta com mais de 100 mil adeptos/as em cerca de 150 países do mundo. A ideia é promover uma maneira de se alimentar saudável e saborosa, respeitando a oferta de produtos regionais e servindo como reflexão e oposição ao modo rápido de viver e de comer.

Organizar um evento como o Salone del Gusto requer paciência, uma certa teimosia e muito jogo de cintura. Levar até Turim, gente de mais de 100 países e produtos artesanais, vindos de locais e produtores sem regulamentação, caso do mel de abelhas nativas, da farinha de mandioca feita na casa tradicional casa de farinha, para citar apenas dois casos brasileiros, exige uma logística imensa. Paolo di Croce, Secretário Geral do Slow Food Internacional, falou ao Paladar sobre a logística e os bastidores do Salone del Gusto. Leia a entrevista:

Pela primeira vez, o movimento Slow Food reúne seus dois principais eventos, Salone del Gusto e Terra Madre. Serão cinco dias de programação - de 25 a 29 de outubro, no Lingotto Fiere em Turim - com cerca de 200 atividades, entre workshops, jantares, degustações e conferências. 

Rio de Janeiro – Consumo justo, valorização da produção local e do trabalho com a terra foram os temas centrais da palestra do ativista italiano Carlo Petrini, fundador e presidente do movimento Slow Food, no dia 26 de junho de 2012, no Instituto Alberto Luiz Coimbra de Pós-Graduação e Pesquisa de Engenharia da Universidade Federal do Rio de Janeiro (Coppe-UFRJ).

Petrini teceu críticas ao atual sistema agrícola, que, segundo ele, privilegia a produção extensiva e o monocultivo, além da mercantilização da terra e da desvalorização do trabalho do agricultor.

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