Slow Food Brasil

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disco xepa day 2018

Venha cozinhar, dançar e comer no dia 28 de Abril

Da Uganda ao Japão, do Brasil à Holanda, no dia 28 de abril a Rede Jovem do Slow Food (SFYN) une forças junto à Disco Xepa. Nesse mesmo dia, ao redor do mundo, O SFYN vai promover eventos onde os organizadores e visitantes irão tornar alimentos descartados em pratos deliciosos. Um evento para cozinhar, comer e dançar todos juntos. Ao mesmo tempo em  que pensamos seriamente sobre a grande quantidade de comida que é jogada fora, vamos mostrar de uma forma divertida como salvar esses alimentos.

Ano passado o SFYN organizou o primeiro World Disco Soup Day. Junto com milhares de pessoas, nós dançamos e salvamos uma grande quantidade de alimentos ao longo do dia. Transformamos mais de 5.000 quilos de comida em 25.000 refeições. Mais de 100 Disco Xepas foram organizadas em 40 países, espalhadas pelos 5 continentes.

O World Disco Xepa Day vai ser ainda maior esse ano! As Disco Xepas locais vão trabalhar juntas no mesmo dia, gerando um impacto global para o futuro.

Numa das principais avenidas da maior metrópole brasileira ocorreu a primeira ação de rua de dois coletivos que o Slow Food Brasil integra.

Por conta do dia mundial do consumidor (15/03), organizações da plataforma #ChegaDeAgrotóxicos e da Aliança pela Alimentação Adequada e Saudável (tais como o Slow Food Brasil, IDEC - Instituto Brasileiro de Defesa do Consumidor, Campanha Permanene Contra os Agrotóxicos e pela Vida, AAO - Associação da Agricultura Orgânica, Greenpeace Brasil) promoveram atividades para dialogar com a população acerca do direito à informação sobre o que comemos. A proposta foi divulgar duas petições, uma sobre rotulagem nutricional frontal e outra pela Política Nacional de Redução de Agrotóxicos (PNaRA).

WhatsApp Image 2018-03-18 at 17.05.29.jpegAtividade na Av. Paulista promovendo o direito à informação sobre o que comemos. Foto: Heloísa Bio

“Nós podemos transformar o mundo 
nós podemos começar a revolução na terra 
nós temos o poder
as pessoas têm o poder.”
Patti Smith

Terra Madre Salone del Gusto é o maior evento internacional dedicado ao alimento. A décima segunda edição será realizada de 20 a 24 de setembro em alguns dos lugares históricos mais significativos da cidade de Turim, na Itália, e ficará conhecida mais do que nunca como uma edição popular.

Terra_Madre_Salone_del_Gusto_Biodiversita-768x513.jpgNão apenas os produtores do mercado, selecionados segundo critérios cada vez mais rigorosos. Não apenas as comunidades do alimento, que durante cinco dias levarão a agrobiodiversidade dos alimentos do mundo para a cidade e discutirão problemas e soluções comuns. Não apenas os cozinheiros, que conscientes do fato de que não se pode separar o prazer da responsabilidade com os produtores, usarão sua criatividade para interpretar e valorizar seus territórios da melhor forma possível. Não apenas os relatores das conferências, personalidades influentes que, de vários pontos de vista, mostrarão como uma visão mais ampla do alimento pode mudar o planeta para melhor ou pior…

Na edição 2018, Terra Madre Salone del Gusto dialogará ainda mais com os visitantes,compartilhando o conhecimento da forma mais ampla possível e procurando estimular e facilitar a mudança de hábitos alimentares das pessoas.

#FoodforChange (#ComidaParaMudança) é o tema do evento de 2018. Todos serão convidados a questionar suas escolhas alimentares. Ou seja: quais métodos de produção utilizar, que alimentos cozinhar, o que colocar no carrinho de compras. Todos os dias, o alimento que escolhemos nos põe diante de muitas questões que não se referem “simplesmente” ao alimento em si, mas ao meio ambiente, à equidade social, à economia, à política… Escolher um alimento em vez de outro significa tomar partido, não ser indiferente ao planeta em que vivemos e aos seus recursos, pensar no futuro.

Terra Madre Salone del Gusto 2018 quer abordar a vida cotidiana das pessoas, pedindo que reflitam sobre a forma com que se alimentam, fazem compras, com que veem o alimento em geral, estimulando uma mudança ampla e difusa que leve a uma consciência maior. Mais do que nunca, essa mudança é necessária, pois aquilo que comemos causa um impacto, mais ou menos profundo, em nosso planeta e nos recursos naturais, na vida de quem produz, na nossa saúde, no bem-estar dos animais que criamos.

O Terra Madre Salone del Gusto 2018 quer provar que é possível mudar o mundo a partir do alimento.

Esperamos você em Turim, de 20 a 24 de setembro. E, antes disso, no www.salonedelgusto.com, que mostra as últimas novidades, sempre com muitas atualizações.

Siga o Terra Madre Salone del Gusto nas redes sociais: #terramadre2018, #terramadre, #foodforchange

Este texto foi originalmente publicado em https://www.slowfood.com/network/pt-pt/terra-madre-salone-del-gusto-descubra-evento/

Por Patrícia Moll e Glenn Makuta

2018 começou com mais uma vitória para as abelhas sem ferrão e todos que dependem desses polinizadores. Após dois anos de trabalho envolvendo ativistas da rede nordestina do Slow Food Brasil, foi aprovado o Projeto de Lei 21.619/2015, apresentado pelo Deputado Estadual do PCdoB Jean Fabrício Falcão, na Assembleia Legislativa da Bahia no último dia 20 de dezembro. O PL, encabeçado por um grupo de meliponicultores, chefs, universidades baianas, pesquisadores, instituições governamentais, associações e grupos organizados (dentre os quais a Associação de Meliponicultores do Estado da Bahia - AME-BA, Associação Semente do Futuro, Associação Beneficente dos Moradores do Bairro Nova Esperança - ABENE, Associação Sol Nascente de Itaparica, Federação Baiana de Apicultura e Meliponicultura - FEBAMEL), regulamenta a criação, comércio, conservação e o transporte das abelhas nativas sem ferrão (meliponíneos) no estado, tanto em zonas rurais como urbanas, e identifica 54 espécies. A iniciativa tem por objetivo fortalecer a cadeia produtiva do mel e o aumento da renda de agricultores familiares. É o quinto estado do país a legalizar este tipo de atividade, ao lado do Amazonas, Paraná, Rio Grande do Sul e Santa Catarina.

Além do manejo e transporte, também será permitida a implantação de meliponários, visando atender às finalidades socioculturais, pesquisa científica, fomento, educação ambiental, conservação, exposição, reprodução e comercialização de seus produtos e subprodutos, como mel, pólen e própolis, para consumo próprio ou para comércio no âmbito da Bahia.

Entende-se por meliponicultura a atividade de criação técnica de abelhas nativas sem ferrão (ANSF), de utilidade pública, de interesse para o meio ambiente e para a agricultura familiar e empresarial. Considerados polinizadores das plantas nativas, essas abelhas também são conhecidas popularmente como abelhas-da-terra, abelhas indígenas ou abelhas brasileiras.

Atualmente, milhares de famílias criam abelhas sem ferrão em toda a Bahia, por isso a importância de se estabelecer os critérios para sua criação, principalmente por se tratar de animais silvestres componentes da fauna brasileira. Atualmente, registra-se na Bahia 7 de espécies de abelhas sem ferrão identificadas na Arca do Gosto: munduri, jataí, moça branca, mandaçaia, jandaíra e tiúba, além da Fortaleza Slow Food do Mel de Abelha Mandaçaia-da-Caatinga.

cópia de Captura de Tela 2018-02-14 às 17.46.39.pngIlustração manual de Boas práticas para o bem-estar das abelhas nativas sem ferrão

Ficam facultadas à Secretaria Estadual do Meio Ambiente (SEMA) e à Secretaria de Desenvolvimento Rural (SDR) de realizar o controle, a fiscalização e a conservação das abelhas nativas na natureza, em seu habitat natural, em troncos ou caixas racionais.  

A criação racional de abelhas nativas sem ferrão é uma atividade passada de geração a geração no Brasil, podendo ser considerada como patrimônio cultural dos povos do campo e também urbanos, pois devido à constante migração do campo para a cidade, as abelhas nativas acompanharam essas famílias, e, atualmente, têm representado uma alternativa de renda.

“Tenho certeza que a aprovação da lei da meliponicultura trará bons resultados sociais, ecológicos e culturais para a nossa Bahia. Acredito que os méis das nossas abelhas nativas terão destaque na lista dos ingredientes identitários que ajudará a formar “a nova cozinha baiana”. É um produto de grande potencial para o nosso turismo gastronômico”, acredita o chef e membro da Aliança dos Cozinheiros Caco Marinho, ativista desta articulação junto com Revecca Tapie, faciliatora do Slow Food Brasil para a região Nordeste, a SDR, Secretaria de Desenvolvimento Rural, em especial o Secretário Jerônimo Rodrigues, além de Pedro Viana, Conselheiro da Câmara Setorial e representante dos produtores, e Genna Souza, Bióloga e Doutora em meliponicultura, Prof. Carlos Alfredo e Rogério Alves, da UFRB, Paulo Cézar, da UESB, entre outros.

A lei 13.905 foi promulgada pela Assembleia Legislativa da Bahia e no dia 29 de janeiro de 2018 foi finalmente publicada no Diário Oficial da Bahia, oficializando a lei.

Por Danielle Nagase e Glenn Makuta

A produção queijeira em Santa Catarina conquistou, no mês passado, uma importante vitória sobre seus queijos de leite cru. No dia 16 de janeiro, o governador João Raimundo Colombo (PSD) sancionou a Lei 17.486/2018, que permite a produção e comercialização destes produtos em Santa Catarina. O texto, apresentado pelo deputado João Amin (PP), foi elaborado por pesquisadores e ativistas do movimento Slow Food Brasil com o envolvimento de produtores interessados.

A partir dessa data, passa a ser considerado artesanal todo queijo produzido com leite cru – isto é, não pasteurizado – extraído na própria fazendo (ou em propriedades rurais próximas), com métodos tradicionais, vinculação ao território de origem e cuja produção atenda às normas sanitárias pertinentes. Por serem feitos com leite cru os queijos carregam características do território (terroir) catarinense. Além disso, o modo de fazer e a receita também conferem aos laticínios aparência e sabor específicos.

Para se enquadrarem na categoria artesanal, os queijos não podem apresentar qualquer outro ingrediente na composição que não sejam condimentos e corantes naturais, coalho, sal, fermentos e outras substâncias de origem natural. Aditivos descritos nas receitas originais também são permitidos, assim como o uso de utensílios de madeira (desde que estejam em boas condições) nos processos de fabricação e maturação, como manda o costume regional.

“Além de preservar os modos tradicionais de saber fazer, a lei protege a cultura da região, que poderá ter sua história continuada com regras simples e acessíveis ao produtor artesanal, garantindo o futuro dos queijos artesanais de Santa Catarina, que hoje estão na Arca do Gosto”, afirma Michelle Carvalho, ativista do movimento Slow Food Brasil e defensora dos queijos artesanais.

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