Slow Food Brasil

Cadastre o seu e-mail e receba novidades:

"Entre 15 e 17 de fevereiro de 2016, acontece o simpósio internacional da FAO (Organização das Nações Unidas para alimentação e agricultura, na sigla em inglês) “O papel das biotecnologias agrícolas em sistemas alimentares sustentáveis e nutrição” na sede da FAO em Roma.
O programa do simpósio foca sobre a aplicação da ciência e tecnologia, especificamente as biotecnologias agrícolas. Em particular, o simpósio da FAO se propõe a enaltecer os benefícios de biotecnologias, transgênicos e outros constructos genéticos artificiais no desenvolvimento de sistemas alimentares e aumentando a nutrição no contexto das mudanças climáticas. Tecnologias baseadas nas Culturas são totalmente desconsideradas.
Slow Food assinou uma declaração conjunta com a Via Campesina, GRAIN e muitas outras Organizações da Sociedade Civil (OSCs) expressando suas preocupações acerca do programa do simpósio.

Slow Food enfatiza que os transgênicos não alimentam o mundo.

Aliança de Cozinheiros SP Brasil
por Ellen Gallego - Slow Food São Paulo


O primeiro encontro da Aliança de Cozinheiros Slow Food Brasil aconteceu no dia 28 de janeiro deste ano, no Espaço ZYM e contou com a presença de 12 membros da rede. Foi um grande momento de apresentações e troca de informações entre os participantes que puderam conhecer um pouco mais sobre o projeto e a sua relação com  iniciativas pessoais. Claudia Mattos, líder do convívio São Paulo e coordenadora desse primeiro encontro, propôs a construção da Aliança de Cozinheiros de  forma linear e participativa e explicou a estratégia inicial através dos principais objetivos do projeto, que são:

Dentro de poucos dias, os governos do mundo inteiro se reunirão em Paris para falar sobre mudanças climáticas. Depois de mais de 20 anos de debates, negociações e fóruns fracassados, a conferência de Paris (COP 21) tentará concluir, pela primeira vez, um acordo vinculante e universal.

Nas 54 páginas do texto das negociações (http://unfccc.int/resource/docs/2015/adp2/eng/11infnot.pdf), porém, o termo “agricultura” está totalmente ausente, embora o tema da segurança alimentar seja mencionado muitas vezes. Uma lacuna gravíssima, segundo o Slow Food.

A ausência dessa palavra significa relegar às margens do debate uma questão que, ao contrário, é fundamental: a relação entre alimentos e clima. Dependendo do sistema de referência, a agricultura, a pecuária e a produção de alimentos podem representar várias coisas: de um lado, uma das principais causas das mudanças climáticas; de outro, uma das vítimas; de outro ainda, uma das soluções possíveis. O fato da atenção estar voltada para os segmentos de energia, indústria pesada e transportes significa não reconhecer o papel-chave da agricultura.

Grupo apresentou moção em defesa da cultura alimentar do país. Evento reuniu mais de duas mil pessoas, durante quatro dias, em Brasília

IMG_20151104_190135931

Com o tema “Comida de verdade no campo e na cidade”, a 5ª Conferência Nacional de Segurança Alimentar e Nutricional (CNSAN) reuniu em Brasília, de terça, 03, a sexta-feira, 06,  cerca de duas mil pessoas – entre delegados, convidados e observadores – para discutir o a Política e  o Plano Nacional de Segurança Alimentar e Nutricional. O Slow Food Brasil, como movimento da sociedade civil, não poderia ficar de fora. Assim, mais de 20 membros do movimento, das cinco regiões do país, participaram do evento como delegados, convidados e observadores.

O Slow Food é um movimento de ecogastronomia constituído de uma associação sem fins lucrativos fundada por Carlo Petrini, na Itália, em 1989. Está presente em mais de 150 países e chegou ao Brasil em 2000. Nasceu em contraposição ao fast-food e a fast-life, modo de vida da sociedade industrial, onde tudo é massivo e padronizado.

Defende o alimento bom, que é saboroso, fresco, de qualidade e capaz de estimular e satisfazer os sentidos; limpo, que não exije da natureza mais do que ela pode prover nem prejudique a saúde humana; e justo, respeitando a justiça social, pagamentos e relações justas para todos os envolvidos em toda cadeia de produção, distribuição, consumo e descarte de alimentos.

Acreditamos que, ao treinar nossos sentidos para compreender e apreciar o prazer que o alimento proporciona, também abrimos nossos olhos para o mundo. Atuamos principalmente em três eixos: defender a biodiversidade e cultura alimentares, difundir a educação do gosto e repensar o sistema alimentar a partir da aproximação dos produtores e co-produtores (como definimos os consumidores informados e empoderados). Isso é obtido por meio de iniciativas, eventos e projetos como Arca do Gosto, Terra Madre e Fortalezas. É reducionista e limitada a percepção que alguns atores da cena gastronômica ainda têm do movimento insistindo em vincular o movimento Slow Food à pessoa do seu fundador, Carlo Petrini, ou apenas à aspectos  hedonistas e secundários de uma rede complexa e horizontal de voluntários comprometidos com as causas do movimento.

A diversidade daqueles engajados no Slow Food é muito ampla: do cozinheiro ao ativista, do pesquisador ao agricultor familiar, das comunidades tradicionais aos empreendedores, de produtores a co-produtores alinhados com a filosofia do alimento bom, limpo e justo e interessados em fomentar uma alternativa ao sistema alimentar predominante. Todas essas partes formam a Rede Terra Madre, de alinhamento global e atuação local, adaptando-se às identidades e necessidades únicas de cada realidade.

Conheça mais sobre Slow Food InternacionalFundação Slow Food para BiodiversidadeTerra MadreUniversidade das Ciências Gastronômicas

» SLOW FOOD BRASIL | Login »»

© 2013 Slow Food Brasil. Todos os direitos reservados aos autores das fotos e textos.
Não é permitido reproduzir o conteúdo deste site sem citar a fonte, link e o autor.
Design e desenvolvimento: DoDesign-s