Slow Food Brasil

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O movimento Slow Food Brasil, manifesta através desta carta, repúdio às situações alarmantes de abuso, violência e desrespeito aos direitos humanos vividas pelos camponeses do MST no acampamento Dom Tomás Baldinho, no município de Quedas do Iguaçú/PR.

Trabalhadores rurais assassinados, torturados, perseguidos, discriminados e sem seus direitos básicos respeitados não pode ser tolerado ou aceito em um Estado democrático de direito.

Saber que em pleno ano de 2016 vemos trabalhadores do campo executados por pistoleiros de antigos grileiros em áreas da União, sem que o poder público interfira é algo espantoso. O Governo do Estado do Paraná - que já foi punido anteriormente pela Corte Internacional de Direitos Humanos por conta de assassinatos no campo - reincide em conduta que pode ser interpretada como descaso ou conivência com crimes e barbáries deste tipo.

A sociedade organizada exige esclarecimentos e se sensibiliza com os trabalhadores de Quedas do Iguaçú.

O Slow Food e a Universidade de Ciências Gastronômicas iniciaram uma colaboração para relançar o projeto Arca do Gosto, estimulando a rede Slow Food a indicar um número cada vez maior de produtos e criando, assim, a base de um verdadeiro programa pedagógico e de pesquisa dentro da Universidade.

A filosofia de base que sustenta a Arca do Gosto, seus objetivos e seus critérios de admissão de novos produtos permanecem inalterados. Mas o processo de indicação de novos produtos para a Arca está bem mais simples.

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Amar a Terra é o tema principal do Terra Madre Salone del Gusto 2016”, explica Serena Milano, Secretária-Geral da Fundação Slow Food para a Biodiversidade. “Cuidar do meio ambiente e do planeta onde vivemos é uma das questões mais importantes de nossos tempos, e uma obrigação para todos aqueles que trabalham com os alimentos. Queremos voltar a descobrir o prazer de cuidar da Terra, junto com produtores, professores, chefs, acadêmicos, agricultores, comunidades do alimento e, acima de tudo, com as pessoas comuns e com as famílias. Por isso estamos organizando oficinas, palestras, degustações e cursos didáticos”.

O evento internacional, que vai levar para Turim o melhor da produção alimentar artesanal do mundo inteiro, terá três objetivos principais, convidando os visitantes a aprender mais sobre: como se tornar agricultor, como se tornar coprodutor e como se tornar jardineiro.

O projeto G.Lo.B (Governança Local para a Biodiversidade), cofinanciado pela Comissão Europeia, visa apoiar três autoridades locais de Países de língua portuguesa, sendo eles o Brasil,  Angola e Moçambique.  Esta cooperação fomenta a definição e adoção de políticas públicas para promover a preservação e o desenvolvimento da agrobiodiversidade, melhorando a qualidade da vida da população, reduzindo a vulnerabilidade econômica e social da agricultura familiar, nestes países.

No Brasil, o projeto é realizado por meio de uma parceria entre o Governo da Bahia, através da Secretaria de Desenvolvimento Rural (SDR), em articulação com os atores locais -  Instituto Regional da Pequena Agropecuária Apropriada (IRPAA), Serviços de Assessoria e Organizações Populares Rurais (SASOP), Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (EMBRAPA) Semiárido, entre outros, e parceiros italianos - Fundação Slow Food para a Biodiversidade, Cooperação para o Desenvolvimento dos Países Emergentes (COSPE),  Regione Veneto e Fondazione di Venezia.

Comida e liberdade, novo livro de Carlo Petrini

A Editora Senac São Paulo publicou novo livro de Carlo Petrini: "Comida e liberdade - Slow food - histórias de gastronomia para a libertação"

As relações entre o alimento e sua libertação passam pelos agricultores, pela salvaguarda de espécies autóctones e pelo empoderamento das populações mais carentes de comida. Esses elementos são peças fundamentais para melhorar as condições humanas em um mundo globalizado, no qual a fome ainda não foi erradicada e a biodiversidade continua não sendo respeitada. É nesse sentido que atuam o movimento Slow Food e a rede da Terra Madre, em busca da libertação da gastronomia. Petrini nos conta sobre os projetos desenvolvidos em diversas partes do mundo, tanto pelos membros do movimento Slow Food quanto por pessoas interessadas em mudar a realidade de sua região, incluindo políticos e famosos chefs da gastronomia mundial. No decorrer da leitura, você se surpreenderá com o que já aconte¬ceu e com o que ainda pode ocorrer no mundo da gastronomia.

Para saber mais sobre o livro, acesse: http://bit.ly/1RPaUmx

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