Slow Food Brasil

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O Slow Food é um movimento global, político, autônomo e suprapartidário. Defende o acesso para todos a um alimento bom, limpo e justo. O bom se refere ao sabor e ao prazer, à qualidade do que se come, relacionada a como se produz e se consome. O limpo diz respeito a uma produção sustentável, sem degradar os recursos naturais e sem deixar resíduos de agrotóxicos nos alimentos. O justo se refere à justiça social, ao respeito cultural das produções e produtores e a justa remuneração do seu trabalho. Desde as suas origens, o Slow Food promove o convívio entre pessoas e comunidades, a diversidade cultural e ambiental, a justiça e o bem comum. Com essa missão, o Slow Food agregou milhares de pessoas, grupos e, comunidades em todo o mundo e se estruturou como uma Associação Internacional que apóia e coordena ações, projetos e encontros. A base do movimento hoje é uma rede diversa que envolve comunidades de produtores, cozinheiras e cozinheiros, jovens, acadêmicos, técnicos e outros ativistas e profissionais ligados aos princípios e às nossas causas do Movimento, a Rede Terra Madre. No País, o Slow Food está organizado como “Rede Slow Food Brasil”, composta grupos locais (convívios), comunidades do alimento e grupos temáticos de trabalho e com a responsabilidade de defender e valorizar a imensa sociobiodiversidade do nosso território, dos nossos ecossistemas, das nossas comunidades tradicionais, rurais e locais.

O movimento Slow Food Brasil, manifesta através desta carta, repúdio às situações alarmantes de abuso, violência e desrespeito aos direitos humanos vividas pelos camponeses do MST no acampamento Dom Tomás Baldinho, no município de Quedas do Iguaçú/PR.

Trabalhadores rurais assassinados, torturados, perseguidos, discriminados e sem seus direitos básicos respeitados não pode ser tolerado ou aceito em um Estado democrático de direito.

Saber que em pleno ano de 2016 vemos trabalhadores do campo executados por pistoleiros de antigos grileiros em áreas da União, sem que o poder público interfira é algo espantoso. O Governo do Estado do Paraná - que já foi punido anteriormente pela Corte Internacional de Direitos Humanos por conta de assassinatos no campo - reincide em conduta que pode ser interpretada como descaso ou conivência com crimes e barbáries deste tipo.

A sociedade organizada exige esclarecimentos e se sensibiliza com os trabalhadores de Quedas do Iguaçú.

O Slow Food e a Universidade de Ciências Gastronômicas iniciaram uma colaboração para relançar o projeto Arca do Gosto, estimulando a rede Slow Food a indicar um número cada vez maior de produtos e criando, assim, a base de um verdadeiro programa pedagógico e de pesquisa dentro da Universidade.

A filosofia de base que sustenta a Arca do Gosto, seus objetivos e seus critérios de admissão de novos produtos permanecem inalterados. Mas o processo de indicação de novos produtos para a Arca está bem mais simples.

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Amar a Terra é o tema principal do Terra Madre Salone del Gusto 2016”, explica Serena Milano, Secretária-Geral da Fundação Slow Food para a Biodiversidade. “Cuidar do meio ambiente e do planeta onde vivemos é uma das questões mais importantes de nossos tempos, e uma obrigação para todos aqueles que trabalham com os alimentos. Queremos voltar a descobrir o prazer de cuidar da Terra, junto com produtores, professores, chefs, acadêmicos, agricultores, comunidades do alimento e, acima de tudo, com as pessoas comuns e com as famílias. Por isso estamos organizando oficinas, palestras, degustações e cursos didáticos”.

O evento internacional, que vai levar para Turim o melhor da produção alimentar artesanal do mundo inteiro, terá três objetivos principais, convidando os visitantes a aprender mais sobre: como se tornar agricultor, como se tornar coprodutor e como se tornar jardineiro.

O projeto G.Lo.B (Governança Local para a Biodiversidade), cofinanciado pela Comissão Europeia, visa apoiar três autoridades locais de Países de língua portuguesa, sendo eles o Brasil,  Angola e Moçambique.  Esta cooperação fomenta a definição e adoção de políticas públicas para promover a preservação e o desenvolvimento da agrobiodiversidade, melhorando a qualidade da vida da população, reduzindo a vulnerabilidade econômica e social da agricultura familiar, nestes países.

No Brasil, o projeto é realizado por meio de uma parceria entre o Governo da Bahia, através da Secretaria de Desenvolvimento Rural (SDR), em articulação com os atores locais -  Instituto Regional da Pequena Agropecuária Apropriada (IRPAA), Serviços de Assessoria e Organizações Populares Rurais (SASOP), Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (EMBRAPA) Semiárido, entre outros, e parceiros italianos - Fundação Slow Food para a Biodiversidade, Cooperação para o Desenvolvimento dos Países Emergentes (COSPE),  Regione Veneto e Fondazione di Venezia.

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