Slow Food Brasil

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Por Sara Almeida Campos e Valentina Bianco 

O Seminário Nacional de Comercialização Agricultura Familiar reuniu representantes do movimento Slow Food, Universidades, organizações nacionais da agroecologia, economia solidária, instituições públicas e setor privado para um diálogo em torno do acesso a alimentos bons, limpos e justos para todos.

Todos .jpg Seminário Nacional de Comercialização Agricultura Familiar - Slow Food

O movimento internacional Slow Food, a Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC) e a Secretaria Especial de Agricultura Familiar e do Desenvolvimento Agrário (SEAD) realizaram no âmbito do projeto "Alimentos Bons, Limpos e Justos: ampliação e qualificação da participação da agricultura familiar brasileira no movimento Slow Food", entre os dias 21 e 23 de agosto, na sede da Conab (Companhia Nacional de Abastecimento), em Brasília, o Seminário Nacional de Comercialização Agricultura Familiar - Slow Food. O encontro proporcionou troca de experiências e desenho de estratégias que visam a ampliação da comercialização dos produtos da agricultura familiar agroecológica com foco nos princípios do alimento bom, limpo e justo defendidos pelo movimento Slow Food.

Por Patricia Moll e Danielle Nagase

Na última quarta-feira (12), a lei Nivardo Mello, que regulamenta a produção e a comercialização de queijos e manteiga artesanais, foi aprovada por unanimidade (22 votos) na Assembleia Legislativa do Estado do Rio Grande do Norte.

Apresentada pelo deputado Hermano Morais (PMDB), ela substitui o projeto de lei 159/2016 e estabelece que os queijos de  manteiga e de coalho devem ser produzidos apenas com leite integral fresco e cru, respeitando “os métodos tradicionais, culturais e regionais”. A manteiga da terra (ou de garrafa ou do sertão) é a que é produzida apenas com nata e sal. Por serem feitos com leite cru (não pasteurizado), os queijos carregam o modo de fazer tradicional, ressaltando seus sabores específicos.

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Nenem, auxiliar de Nivardo, fazendo o queijo de manteiga para o Documentário "História da Alimentação de Câmara Cascudo" (direção de Eugenio Pupo- inédito) em agosto de 2016. Foto: Angelo Medeiros

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O GT Sementes Livres mais uma vez traz a campanha da Festa Junina Livre de Transgênicos (FJLT) para a rede Slow Food. Esta é uma Festa que visa alertar a população para os perigos da produção e consumo de transgênicos (e outros Organismos Geneticamente Modificados) e a necessidade de fortalecer a resistência pelas sementes crioulas.

A FJLT é um quebra cabeça de várias partes. 
Promova uma festa própria com essa proposta ou ocupe uma barraca na quermesse da cidade, o tamanho e formato pode variar muito. O importante é alertar as pessoas sobre a problemática dos transgênicos.

Não podendo fazer ela completa, faça o melhor que puder, do tamanho que der, com as peças que conseguir reunir:

Cadastre sua festa junina aqui: https://goo.gl/forms/AlLTbo3NmSJXU6sG2

(Concepção e elaboração das imagens por Rafael Bonilha Gabbi Bonilha Caio Bonamigo Dorigon Glenn Makuta)

#FJLT#SemTransgênicos#SemOGM#SementesCrioulas

Organizações e entidades ambientalistas, indígenas, de direitos humanos e do campo decidiram se unir em um movimento de resistência contra as medidas do governo Temer e da bancada ruralista que violam direitos humanos - especialmente de indígenas e de trabalhadores rurais - e colocam em risco a proteção do meio ambiente. O grupo lançou uma carta pública convocando outras entidades e a sociedade a aderirem ao movimento. Até o momento, cerca de 130 organizações já assinaram o documento. Confira a íntegra da carta e a lista de signatários. 

Denunciar e resistir são as palavras que unem as organizações e entidades em um movimento coordenado de resistência. Com atuação nacional e capilaridade em todas as regiões, o grupo atuará em frentes parlamentares, jurídicas e de engajamento social e não poupará esforços para impedir que o governo Temer e os ruralistas façam o Brasil retroceder décadas em termos de preservação ambiental e de direitos humanos.

Os ataques à agenda socioambiental não são recentes, mas o enfraquecimento dos sistemas de proteção do meio ambiente e dos direitos humanos cresce exponencialmente desde que Temer assumiu a cadeira da presidência e, consequentemente, a bancada ruralista passou a integrar o centro do poder. Para o movimento, Temer representa hoje a maior ameaça que o meio ambiente e a agenda de direitos tem de enfrentar.

Prêmio Juliana Santilli tem por objeto premiar iniciativas, individuais ou coletivas, que fazem a diferença, promovendo a ampliação, a conservação, o acesso, a distribuição ou o uso de produtos da agrobiodiversidade. Premiar, ainda, a produção intelectual sobre o tema.

Juliana Santilli, advogada e jornalista, foi sócia-fundadora do Instituto Socioambiental (ISA), pesquisadora colaboradora do Centro de Desenvolvimento Sustentável da Universidade de Brasília e professora do Curso de Direito Ambiental do Instituto Internacional de Educação do Brasil.

Os estreitos laços do trabalho de Juliana Santilli com a filosofia do movimento Slow Food, com o qual ela começou a colaborar em 2007, são inquestionáveis. No entanto, mais do que uma afinidade de ideias Juliana contribuiu muito com sua atuação como Promotora do Ministério Público do Distrito Federal e ativista em defesa dos direitos dos agricultores e dos conhecimentos tradicionais, estabelecendo parcerias com inúmeras organizações de Agricultores e Povos Tradicionais, orientando em questões relativas a Direito Socioambiental e Agrobiodiversidade, assim como nas discussões sobre o direito à alimentação adequada.

Com a ideia de dar alguma continuidade ao trabalho revolucionário de Juliana, o prêmio foi concebido para incentivar iniciativas inovadoras (individuais ou coletivas) no campo da agrobiodiversidade. Assim, podem ser contempladas pelo prêmio experiências sociais ou estudos que contribuam para a ampliação, conservação, distribuição ou uso de produtos da agrobiodiversidade mas também para o acesso ao alimento, uma vez que essas dimensões se retroalimentam.

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