Slow Food Brasil

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Aconteceu, de 16 a 19 de agosto, a II Festa  Nacional do Baru - FENABARU - em Arinos, Minas Gerais.

Demorei um pouco para escrever esse post. Talvez pq escrevê-lo significaria que essa experiência tão maravilhosa de 10 intensos dias havia chegado ao fim. Essa foi a minha segunda imersão no #Xingu com o Povo #Kisêdjê. E posso dizer que foi amor a segunda vista. Da 1ª vez, eu estava ainda muito presa à minha realidade, ao meu olhar e as minhas convicções. Mas dessa vez foi diferente. Dessa vez eu estava ali. 100%.

Quando Carlo Petrini idealizou o movimento Slow Food, em 1986, as raízes gastronômicas da Itália estavam enfraquecidas, nutrindo-se de combos e enlatados. Como em todo o mundo, os italianos também acabaram rendidos à dominância de uma alimentação industrializada, porque a racionalização do trabalho e o ritmo da globalização em nada combinavam com um ritual de refeição em cinco etapas. Agora, 32 anos depois, num movimento oposto, as cidadelas voltam a exaltar sua produção superlocal, levando a efeito os conceitos de agricultura biológica e desenvolvendo também um turismo de experiência ligado ao produto e o produtor.

Num projeto único de intercâmbio entre comunidades Slow Food no mundo, um grupo do Slow Food Primeira Colônia Italiana, de Garibaldi, percorreu 12 cidades nas regiões do Lazio e Abruzzo, conhecendo pequenas propriedades de convivas associados ao Slow Food Latina, Territori de Cesanese e Viterbo e Tuscia. Em 10 dias, os brasileiros conheceram produções de vinho, olivas, queijos, doces, carne, mel, gelato, cerveja, hortifruti, a água terapêutica de Fiuggi e, claro, restaurantes – a maioria deles com produção orgânica e certificações de origem.

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O evento, com o objetivo de conscientizar sobre o desperdício de alimentos, aconteceu ao redor do mundo no dia 28 de abril, com a participação de 10 cidades brasileiras.

Da Uganda ao Japão, do Brasil à Holanda, a rede mundial do Slow Food reuniu suas forças no dia 28 de abril de 2018 para o segundo Disco Xepa Day mundial. O evento foi uma iniciativa da rede jovem do Slow Food (SFYN) que deseja lutar contra o desperdício de alimentos. Enquanto parte da população do mundo passa fome, todo ano, um terço dos mantimentos destinados ao consumo é jogado fora: o que significa que 1,3 bilhões de toneladas de comida se tornam lixo. Ao mesmo tempo, de acordo com a Organização das Nações Unidas para a Alimentação e Agricultura (FAO), já se produz comida suficiente para alimentar o crescimento populacional mundial até 2050. Assim, claramente há uma grande contradição à nossa frente.

A Disco Xepa é uma ação para lutar contra o desperdício alimentar, no qual voluntários são convidados a coletar, lavar, limpar, cortar e cozinhar restos de frutas, legumes e verduras, geralmente restos que sobram das feiras de agricultura familiar, ou qualquer outro alimento que seria jogado fora – como, por exemplo, aqueles que não estão de acordo com o padrão estético comercial.Além disso, é um evento gastronômico, artístico e musical, que une jovens, estudantes, crianças, adultos, idosos, cozinheiros e todos os apoiadores dessa batalha contra o desperdício de insumos. Também é uma ferramenta de transformação que reúne informações para educação e conscientização.

O objetivo principal desse evento é a difusão dos produtos gastronômicos locais de qualidade e a criação de mercados locais para seu consumo, potencializando a atividade turística interna e externa.

A comida de rua fronteiriça, da qual o choripan é um destacado representante, pode e deve alcançar um nível de qualidade como produto gastronômico sem perder suas características como comida de rápido preparo e de origem popular. Por outro lado, seu reconhecimento como comida popular não impede sugestões de harmonização com distintos tipos de cervejas artesanais, cujo hábito de consumo também se popularizou na fronteira. A ideia, dessa forma, é justamente sugerir o consumo inteligente desses produtos, desenvolvendo assim uma vertente educativa que convida a desfrutar da qualidade no lugar da quantidade. 

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