Slow Food Brasil

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Editoras desta coluna: Renata Menasche Fabiana Thomé da Cruz

queijo_serrano.jpgHá alguns meses, organizadores do I Simpósio de Queijos Artesanais do Brasil, que acontecerá na próxima semana (de 23 a 25 de novembro de 2011), em Fortaleza, Ceará, convidaram o Movimento Slow Food para aproximar-se das discussões que então eram planejadas, referentes à produção de queijos artesanais no Brasil.

Foi nesse processo que alguns integrantes do Movimento Slow Food constituíram o Grupo de Trabalho sobre Queijos Artesanais, com a preocupação central de fortalecer e divulgar, em nosso país, a luta em defesa dos produtos tradicionais e artesanais. Em decorrência das discussões do Grupo, foi organizado o I Encontro Nacional do Grupo de Trabalho sobre Queijos Artesanais do Slow Food Brasil (saiba mais e confira aqui a programação), que acontecerá no dia 22 de novembro, antecedendo o Simpósio.

Os queijos artesanais que, em sua maioria, são elaborados a partir de leite cru, estarão no centro dos debates da próxima semana. Por isso, aproveitando a pertinência do momento, divulgamos artigo elaborado pelas editoras desta Coluna e recentemente apresentado no III Colóquio Agricultura Familiar e Desenvolvimento Rural, em Porto Alegre.  Neste artigo ("Se o leite é cozido, o queijo não é Serrano" - disponível aqui), discutimos a legitimidade do critério que define o tempo mínimo de maturação para queijos feitos de leite cru e argumentamos pela necessidade de valorização e legitimação da produção tradicional de queijos.

Se você considera esta discussão importante, leia mais a respeito e veja aqui como colaborar com a campanha Em defesa dos queijos artesanais de leite cru.

Leia também:

* O “saber–fazer apurado” do Requeijão do Sertão: a tradição e a cultura definham-se em Sergipe

* Queijo Artesanal Serrano: história e tradição nos campos de altitude do Sul do Brasil

* Patrimônio: é de comer? Reconhecimento da tradição leva ao registro do Queijo Artesanal de Minas

* Manifesto em Defesa dos Queijos de Leite Cru

Se, por inescrutável planejamento divino, Cristo tivesse encarnado no Japão, teria consagrado o arroz e o saquê, e o mistério da Eucaristia continuaria a ser o que é. (ECO, 2009, p.49)

sakura_branca.jpgNa Colônia Ramos, localizada no meio-oeste catarinense, no pequenino município de Frei Rogério, em que se realizam diversas produções agrícolas, celebra-se o florescer de cerejeiras, o Sakura Matsuri. O festejo e ritual de admiração dessa árvore e da sua flor estão marcados, no calendário do Japão, no mês de abril. Do final do inverno e início da primavera, de lá do País do sol nascente, alguns japoneses trouxeram o hábito de festejar a flor(ação) das cerejeiras que, em Santa Catarina, ocorre entre os meses de  agosto e setembro. A festa da floração da cerejeira tem sido realizada por essa comunidade rural nipo-brasileira desde o ano de 1997.

capa_dvd.jpgPensando no cinema enquanto campo etnográfico, inserido em um contexto histórico e cultural, alguns dos elementos presentes no filme "Estômago", de Marcos Jorge (2008), são importantes para tecer reflexões sobre valores culturais, conflitos, relações de poder, enfim, interações sociais que podem ir muito além da ficção (ROCHA, 2009). A narrativa traz uma relação estreita entre culinária e jogos de poder, expondo uma trama de relações. Para o personagem Raimundo Nonato, a comida é caminho de ascensão social.

Buscando mostrar, através do cinema, contextos que trazem à tona um cotidiano usualmente invisibilizado, neste filme são apresentadas situações conectadas com uma realidade que se distancia dos contos de fadas maniqueístas, de finais felizes.

tita_preparando_codornas.jpgTomar a produção fílmica como campo etnográfico pode disparar uma infinidade de questões e temáticas que falam do cotidiano das pessoas, da vida social, da manifestação das diversas culturas presentes no mundo em que vivemos.

Como água para chocolate, filme mexicano do diretor Alfonso Arau, produzido no ano de 1992, é um filme que convida à reflexão. A partir da comida e da relação que os personagens estabelecem com a mesma, é possível perceber e conhecer os modos de vida do lugar em que se desenvolve a narrativa. Quem nos conta a história é a sobrinha-bisneta de Tita (personagem principal do filme), através de um livro de receitas que é passado através das gerações de mulheres da família.

abobora.jpgBem, ontem fiz um pouco de iogurte caseiro. E ele estava com uma cara tão convidativa que resolvi usá-lo no prato do jantar de hoje. Coloquei manteiga na frigideira e despejei o iogurte. Deixei refogar bem e adicionei o sal, pouco. Então, coloquei uma berinjela refogada, na verdade um antepasto de berinjela em que ela refogou no alho, cebola, pimentão vermelho e pimenta picante. Depois coloquei um pouco de corações de alcachofra picados. Cozinhou levemente e então despejei a massa que cozinhei. Para terminar, queijo parmesão ralado na hora. Não dá para descrever. O iogurte deu um toque macio e azedinho, levemente azedinho, ao prato, melhor do que seria um creme de leite. Leve, muito leve. Quase primaveril. Mas perfeito para uma taça de vinho carmenère.

Você vai dizer: de novo massa? Pois é. Mas o que você combinaria com um molho desses? Talvez um filé com purê de batatas, ou podia ter sido um risoni - aquele macarrão com cara de arroz - o que não deixava de ser massa também. Um arroz integral só cozido na água podia ter ficado bem temperado com esse molho. O problema é o mesmo: nunca me lembro de trazer ingredientes para casa. E também não como carnes.

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