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Ao passo em que a indústria convencional da carne segue como foco de denúncias e causadora de externalidades graves, iniciativas que valorizam o bem-estar animal e o consumo consciente trazem um novo olhar para o sistema alimentar 

São muitos os aspectos simbólicos e culturais por trás do consumo da carne ao longo da história, mas é evidente que, nas últimas décadas, o crescimento desenfreado da sua produção trouxe consequências devastadoras à saúde do homem e do planeta. É o que comprovam denúncias e escândalos envolvendo essa ponta da cadeia, e que dizem não apenas respeito às condições de confinamento animal e à qualidade da carne produzida, mas também aos aspectos sociais e políticos envolvidos em uma indústria de dimensão monumental. 

Recentemente, com a disseminação do novo coronavírus pelo mundo, a situação de insustentabilidade dessa ponta da cadeia ficou ainda mais evidente, uma vez que se comprovou nas últimas décadas que o surgimento de pandemias está intimamente ligado a uma série de pilares em que se baseiam esse sistema produtivo. 

Vovô frequentemente dizia que a palavra grega para “sonho” continha dentro dela a palavra "arroto". No início, não tomei conhecimento do que havia por trás dela. Anos depois, percebi que ele se referia à comida e às histórias. Ambas requeriam um ritual essencial para se tornarem mais saborosas.

Assim começa o filme O Tempero da Vida (2003), do cineasta turco Tassos Boulmetis. O protagonista, Fanis Iakovidis (Georges Corraface), astrofísico de profissão e gastrônomo de alma, fora iniciado na arte da culinária pelo avô Vassilis (Tassos Bandis), comerciante de especiarias, tão amante do significado das palavras quanto da magia dos temperos. Na intersecção entre astronomia e gastronomia, ensinou que a segunda contém a primeira.

avô na loja

Cerrado. Originalmente com mais de 2 milhões de quilômetros quadrados espalhados por 12 estados e com 65 milhões de anos, é o mais antigo bioma brasileiro e o único que tem contato com todos os outros, integrando-os.

No nordeste e no norte do Brasil, movimento das mulheres Quebradeiras de Coco Babaçu e ponto de cultura alimentar paraense são exemplos nacionais de agroecologia, de luta pelo território e por um modo de vida

baixa-20180505_Comunidade-Cajá_Quebradeiras-de-coco-babaçu_Dom-Pedro_Maranhão_TBauer-(3-de-3).jpgComunidade Cajá, D. Pedro/MA. Foto: Thomas Bauer

Do coco babaçu saem sabão, óleo, carvão, cosméticos, leite vegetal, artesanato e até combustível. Isso sem falar nas outras partes da planta que são utilizadas para fazer telhados, como as folhas, ou adubo, como é o caso do caule. É uma das palmeiras típicas do Nordeste do Brasil que gera 80% da renda para milhares de famílias pelos estados da região. Porém, antes de serem gerados os subprodutos, é preciso quebrar o coco.

Pela garantia de direitos de quem produz comida de verdade

As organizações/coletivos/movimentos da comissão organizadora da conferência Popular por Soberania e Segurança Alimentar e Nutricional repudiam a ação violenta de despejo das famílias agricultoras do Movimento dos Trabalhadores Sem Terra (MST) – Quilombo Campo Grande, na cidade de Campo do Meio, no Sul do estado de Minas Gerais e denunciam esta grave ameaça ao direito humano à alimentação adequada (DHAA) e à soberania alimentar.

Mais uma vez e estado brasileiro se coloca contra quem depende da terra para sobreviver e produz comida de verdade, livre de agrotóxicos, em favor do grande latifúndio, comprometendo a soberania e a segurança alimentar e nutricional dos povos.

Leia a Nota completa aqui: Nota de Repúdio Despejo Quilombo Campo Grande

Solidariedade ao MST e às 450 famílias que resistem no Quilombo Campo Grande!

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