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No último 26 e 27 de junho Sant’Ana do Livramento (Brasil) e Rivera (Uruguai) receberam o Engenheiro Agrônomo Sebastião Pinheiro para uma oficina de biofertilizantes. Entre os participantes estavam estudantes de agronomia da Universidade Estadual do Rio Grande do Sul (UERGS), técnicos da Emater/Ascar de Sant’Ana do Livramento, técnicos e estudantes do Centro Universitário Rivera (Udelar,) produtores agroecológicos e em transição e também membros do Slow Food Binacional Livramento/Rivera.

Na oportunidade, Sebastião Pinheiro que possui uma carreira acadêmica extensa e foi professor na Universidade Federal do Rio Grande do SUL (UFRGS), junto ao Núcleo de Economia Alternativa da Faculdade de Ciências Econômicas ensinou os participantes a desenvolverem biofertilizantes com materiais comumente encontrados em suas propriedades, como esterco, soro de leite, folhas e ervas e outros ingredientes de fácil acesso.

O professor chamou atenção para o momento que o país vive, já que no dia 25 de junho o Projeto de Lei 6299/02, que que flexibiliza o uso de agrotóxicos no país, foi aprovada pela Comissão Especial da Câmara de Deputados. Sebastião afirmou que só a agroecologia e o biopoder campônes é capaz de combater o agronegócio que transformou a agricultura em negócio, tirando dela todo aspecto cultural envolvido.

A oficina foi uma iniciativa da Emater/Ascar em parceria com a Universidade Estadual do Rio Grande do Sul (campus Sant’Ana do Livramento) e o convívio Slow Food Binacional Livramento/Rivera.

Equipes Slow Food, UFSC e representantes da rede de universidades e do governo federal.

Aconteceu entre os dias 5 e 6 junho, no restaurante Quintana Bar parceiro da rede Slow Food em São Paulo, o seminário final que reuniu alguns dos representantes da equipe envolvida por mais de dois anos no projeto Alimentos Bons, Limpos e Justos na Agricultura Familiar, uma projeto de extensão em parceria entre o Slow Food Brasil, a Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC) e uma rede nacional de Universidades, apoiado pelo Governo Federal, através da Secretaria Especial de Agricultura Familiar e do Desenvolvimento Agrário (SEAD).

O projeto teve por objetivo aproximar a agricultura familiar dos princípios e programas do Slow Food para a salvaguarda da biodiversidade agrícola e da cultura alimentar da cinco regiões do Brasil. Atividades de campo envolvendo agricultores familiares, extrativistas e pescadores aconteceram em 10 estados, dois por cada região: Amazonas e Pará (Norte), Rio Grande do Norte e Bahia (Nordeste), Goiás e Mato Grosso (Centro-Oeste), Minas Gerais e Rio de Janeiro (Sudeste), Santa Catarina e Rio Grande do Sul (Sul).

Por quatro dias, em pleno centro de Belo Horizonte/MG, no Parque Municipal da cidade, ocorreu o IV Encontro Nacional de Agroecologia. Sob o lema “Agroecologia e Democracia: unindo campo e cidade” o evento gestado por vários meses somou esforços de muitos coletivos que pensam e vivem a agroecologia no país. Pessoas de todos os estados e com as mais diversas raízes socioculturais se encontraram entre os dias 31 de maio e 03 de junho para pensar os rumos do movimento agroecológico, reafirmar as lutas comuns, denunciando as ameaças, anunciando as conquistas, celebrando as vitórias e renovando as esperanças.

A rede Slow Food Brasil esteve presente dissolvido em meio à catarse agroecológica que foi esse memorável encontro. Duas barracas de comida (Slow Food Belo Horizonte e Iacitatá/Slow Food Amazônia), uma mostra de cinema (1a. Mostra Slow Food no Filme de Cinema e Comida), cozinheiros envolvidos na cozinha do banquete agroecológico, ativistas na organização e nas articulações políticas, além da presença de agricultoras e agricultores trazendo produtos das Fortalezas Slow Food como o gergelim Kalunga, o pequi-do-Xingu e o óleo de macaúba.

tainá-marajoara-carlos-ruffeil-iacitata-sfamazoniaTainá Marajoara e Carlos Ruffeil levando os sabores do Pará para o IV ENA. Foto: Patricia Moll

O GT dos Queijos Artesanais do Slow Food concluiu, em janeiro de 2018, o projeto de ações de salvaguarda dos queijos artesanais de leite cru de Minas Gerais, financiado pelo IPHAN – Instituto de Patrimônio Histórico e Artístico Nacional, dando continuidade ao registro do Modo Artesanal de Fazer Queijo de Minas nas regiões do Serro, Serra da Canastra, Alto Paranaíba e Serra do Salitre, um saber fazer reconhecido como Patrimônio Cultural do Brasil desde junho de 2008. As ações realizadas no âmbito do projeto, que teve a duração de 2 anos e meio, envolveram um extenso  trabalho de campo – visitas a produtores, associações e instituições locais, participação e realização de eventos, montagem de exposições, entre outras – nas três regiões abrangidas pelo registro.

O projeto resultou na produção de um extenso material que ainda precisa ser explorado de forma sistematizada. No entanto, a observação e experiência da realidade local – que aprofundaram o conhecimento sobre o tema, dando novos contornos ao trabalho que o  grupo vem desenvolvendo há sete anos – nos permitem chegar a certas constatações.

Quando Carlo Petrini idealizou o movimento Slow Food, em 1986, as raízes gastronômicas da Itália estavam enfraquecidas, nutrindo-se de combos e enlatados. Como em todo o mundo, os italianos também acabaram rendidos à dominância de uma alimentação industrializada, porque a racionalização do trabalho e o ritmo da globalização em nada combinavam com um ritual de refeição em cinco etapas. Agora, 32 anos depois, num movimento oposto, as cidadelas voltam a exaltar sua produção superlocal, levando a efeito os conceitos de agricultura biológica e desenvolvendo também um turismo de experiência ligado ao produto e o produtor.

Num projeto único de intercâmbio entre comunidades Slow Food no mundo, um grupo do Slow Food Primeira Colônia Italiana, de Garibaldi, percorreu 12 cidades nas regiões do Lazio e Abruzzo, conhecendo pequenas propriedades de convivas associados ao Slow Food Latina, Territori de Cesanese e Viterbo e Tuscia. Em 10 dias, os brasileiros conheceram produções de vinho, olivas, queijos, doces, carne, mel, gelato, cerveja, hortifruti, a água terapêutica de Fiuggi e, claro, restaurantes – a maioria deles com produção orgânica e certificações de origem.

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