Slow Food Brasil

Cadastre o seu e-mail e receba novidades:

» Para receber os textos do Slow Food Brasil por email, basta você cadastrar seu endereço:


Acompanhe também via: Slow Food Brasil via RSSSlow Food Brasil no TwitterSlow Food Brasil no Facebook

thelunchbox 1Situado em Mumbai, Lunchbox (2013) é um filme indiano dirigido por Ritesh Batra. São dois os personagens principais, que acabam se envolvendo em um romance platônico através de cartas, enviadas por meio de viandas, isso em um contexto em que, a cada dia, esposas costumam mandar, via entregadores, comida a seus maridos, que estão no trabalho.
Ila é uma esposa negligenciada em seu casamento, enquanto que Saajan Fernandes é um viúvo amargurado e prestes a aposentar-se. Em um ambiente de mudança tecnológica, é a partir de um erro no sistema de entrega de viandas que os caminhos dos dois se cruzam e que começam a relacionar-se.
Em uma tentativa de chamar atenção do marido, Ila lhe prepara um almoço especial. No entanto, ao retornar à casa, no final do dia, ele não faz qualquer comentário a respeito, levando-a a cogitar que a comida pudesse ter ido a destinatário errado. Para confirmar sua suspeita, no dia seguinte Ila manda uma carta junto com a vianda. Sr. Fernandes, que recebeu o almoço, responde apenas “hoje a comida estava muito salgada”... e assim o diálogo começa. Dessa forma, duas pessoas solitárias passam a comunicar-se e a envolver-se, a partir da alimentação. Sem que nunca tenham se visto e relacionando-se apenas através das cartas que acompanham as viandas, Ila capricha nas refeições para Saajan, chegando a cozinhar seu prato favorito, berinjelas recheadas. O filme retrata bem o simbolismo e o potencial comunicativo da comida nas relações em que vivemos, como parte de nossa cultura.

unnamed (1).jpg

Foi assinado na tarde desta quarta-feira (29) um acordo entre o Fundo Internacional de Desenvolvimento Agrícola (FIDA), SlowFood e Semear Internacional (FIDA/IICA) que beneficiará diretamente produtores rurais dos projetos atendidos pelo FIDA no semiárido nordestino em ações que impulsionarão atividades agrícolas sustentáveis e orgânicas. A assinatura aconteceu dentro da programação do 10º Fórum dos Gestores Estaduais Responsáveis pelas Políticas de Apoio à Agricultura Familiar no Nordeste e em Minas Gerais, que está sendo realizado na cidade de Maceió, em Alagoas.

O gerente do FIDA para o Brasil, Paolo Silveri, e a diretora da SlowFood Internacional para o Brasil, Valentina Bianco, assinaram o acordo que oficializa o início dos trabalhos no âmbito da existente  doação do FIDA de U$ 900 mil para o trabalho da SlowFood Internacional nos projeto FIDA dentro e fora do Brasil, integrando-as com as atividades dos Projetos em execução do FIDA no Brasil e do Programa Semear Internacional. Serão realizadas atividades como desenvolvimento de produtos para a Arca do Gosto e Fortaleza Slow Food, capacitações em ecogastronomia junto às comunidades rurais, envolvendo jovens, mulheres, indígenas e quilombolas, além da difusão destas práticas nas demais regiões do Nordeste e Minas Gerais.

   Os queijos artesanais catarinenses são tradicionalmente elaborados a partir de leite cru, porém, a legislação vigente proíbe a elaboração de queijos a partir de leite cru que possuam um período de maturação inferior a 60 dias, além de uma série de exigências estruturais que inviabilizam a produção artesanal.

WhatsApp Image 2017-11-27 at 10.55.13.jpeg
Produtores de Major Gercino/SC

   Os processos de produção de queijo proveniente de leite cru envolvem saberes e fazeres transmitidos de geração a geração, com conhecimentos tradicionais construídos, transformados e reiterados ao longo dos tempos, que são expressões da diversidade cultural de nosso estado.
   Impossibilitados de formalizarem suas atividades, os produtores de queijos artesanais que resistem em manter suas tradições, ficam sujeitos a terem seus produtos apreendidos e destinados a aterros sanitários, como temos observado em fiscalizações que visam a repressão à produção e comercialização de produtos de origem animal clandestinos.

MandiocaEra um outubro frio, mas de muito sol. Eu estava ajudando Ivanir a vender seus biscoitos e pães durante a 7a Feira Estadual de Sementes Crioulas e Tecnologias Populares de Canguçu, evento grande que mobiliza quase todas as comunidades e organizações camponesas da região e que acontece a cada dois anos. Uma feira que possibilita a troca de mudas e sementes crioulas, além de criar espaços de sociabilidade entre conservadores e produtores de sementes.

Já era quase meio dia quando Gabriela chegou. Uma menina bem alta, mas que pelo modo de andar e rir confessava ainda ser uma criança. Ela estava agitada, preocupada, e só queria saber em que lugar ela colocaria suas mudas e suas mandiocas. Ivanir até que tentou me apresentar a filha, porém toda a atenção da menina estava voltada às mandiocas.

comunicado.png

Conheça mais sobre Slow Food InternacionalFundação Slow Food para BiodiversidadeTerra MadreUniversidade das Ciências Gastronômicas

» SLOW FOOD BRASIL | Login »»

© 2013 Slow Food Brasil. Todos os direitos reservados aos autores das fotos e textos.
Não é permitido reproduzir o conteúdo deste site sem citar a fonte, link e o autor.
Design e desenvolvimento: DoDesign-s