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O desperdício de alimentos é uma preocupação séria no Brasil. A quantidade de matéria-prima desperdiçada entre início e o fim da cadeia de produção/abastecimento é surpreendente. Felizmente, alguns chefs bem conhecidos estão espalhando a consciência e trabalhando para resolver o problema.

A imagem pode conter: 22 pessoas, pessoas sorrindo, pessoas em pé e área interna

O objetivo principal desse evento é a difusão dos produtos gastronômicos locais de qualidade e a criação de mercados locais para seu consumo, potencializando a atividade turística interna e externa.

A comida de rua fronteiriça, da qual o choripan é um destacado representante, pode e deve alcançar um nível de qualidade como produto gastronômico sem perder suas características como comida de rápido preparo e de origem popular. Por outro lado, seu reconhecimento como comida popular não impede sugestões de harmonização com distintos tipos de cervejas artesanais, cujo hábito de consumo também se popularizou na fronteira. A ideia, dessa forma, é justamente sugerir o consumo inteligente desses produtos, desenvolvendo assim uma vertente educativa que convida a desfrutar da qualidade no lugar da quantidade. 

A fabricação de cervejas artesanais a partir de receitas originais provenientes de diferentes regiões do mundo pode representar uma forma de diversificação da economia local, ao oferecer ao público consumidor produtos de elevada qualidade a preços acessíveis. Acreditamos que a valorização da cultura gastronômica local pode ser alcançada de maneira sustentável a partir de sua associação com atividades inovadoras, como é em nosso meio a fabricação de cerveja, a qual capitaliza, entre outras virtudes, a excepcional qualidade de nossa água e a capacidade empreendedora da nossa gente.chori

No dia 19 de março ocorreram visitas a três propriedades rurais produtoras de cambuci, que englobam a região de Parelheiros (zona rural da capital paulista) e Embu-Guaçu, município vizinho a São Paulo.

Captura de Tela 2017-03-26 às 22.19.48.jpgCambuci, fruto da Mata Atlântica ainda desconhecido por muitos (Foto: Dinho Souto / Ascom Sead)

As visitas ocorreram para integrarem a Fortaleza do Cambuci, no âmbito do projeto Alimentos bons, limpos e justos: ampliação e qualificação da participação da agricultura familiar brasileira no movimento Slow Food, financiado pela Secretaria Especial de Agricultura Familiar e Desenvolvimento Agrário (SEAD) com gestão compartilhada da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC) e Slow Food além destas instituições ainda estiveram presentes representantes da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS), do Instituto Auá e da Coordenadoria de Desenvolvimento dos Agronegócios (CODEAGRO) de São Paulo.

Na primeira propriedade, Zé Mineiro recebeu o grupo mostrando os cambucizeiros que tem plantado. Ele é produtor de cana-de-açúcar e cachaça orgânicas. Conheceu o cambuci há pouco tempo e após saber de seu potencial produtivo decidiu cultivá-lo. Está atualmente desenvolvendo a cachaça curtida com cambuci e quando seus cambucizeiros estiverem produzindo bem, pretende desenvolver a cachaça de cambuci.

WhatsApp Image 2017-03-21 at 21.36.27 (2).jpegZé Minerio e a cachaça curtida no cambuci (Foto: Glenn Makuta)

WhatsApp Image 2017-03-21 at 21.36.27 (1).jpegEquipe em visita à produção de Zé Mineiro (Foto: Glenn Makuta)

Na segunda, Ana do Mel conta seu histórico, que se mescla com o da própria região de Parelheiros, região que atualmente chama a atenção pela produção agroecológica no sul da capital paulista. Seus cultivos são feitos em agroflorestas integradas à paisagem e relevantes para a regeneração dos recursos hídricos. Sua propriedade se destaca pela criação de diversas espécies de abelhas nativas sem ferrão, dentre as quais jataí, mandaçaia, mandaguari, boca-de-sapo, mirim e mirim-preguiça.

WhatsApp Image 2017-03-21 at 21.42.23.jpegAna do Mel (Foto: Glenn Makuta)

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Caixa de mandaguari (Foto: Glenn Makuta)

Na terceira, Valéria Macoratti, presidenta da Cooperativa Agroecológica dos Produtores Rurais e de Água Limpa da Região Sul de São Paulo (COOPERAPAS), destaca a importância do empoderamento dos agricultores e a força política conseguida  pela organização em grupo, lutando por condições melhores e espaços de comercialização.

Leia matéria no site da SEAD: www.mda.gov.br/sitemda/noticias/sead-participa-da-criação-de-fortaleza-do-cambuci-em-são-paulo

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Enquanto parte da população sofre de fome, todos os anos um terço dos alimentos destinados ao consumo humano é jogado fora: 1,3 bilhões de toneladas de alimentos se tornam lixo. Ao mesmo tempo, de acordo com a FAO (Organização das Nações Unidas para Alimentação e Agricultura), só produzimos alimentos suficientes para abastecer a crescente população mundial até 2050. Está claro que temos uma grande contradição a nossa frente.

Entenda o Projeto Revolução dos Baldinhos e saiba como colaborar 

Fonte: Revolução dos Baldinhos 

Fonte: http://juntos.com.vc/pt/baldinhos

Sobre a campanha

A Revolução dos Baldinhos solucionou um problema de saúde pública decorrente do acúmulo de resíduos orgânicos nas ruas da comunidade Chico Mendes, uma das localidades com pior IDH do município de Florianópolis/SC. Apesar da relevância local e reconhecimento nacional, o projeto não recebe apoio financeiro dos órgãos públicos ou qualquer tipo de remuneração pelos serviços ambientais prestados. Assim, sua sustentabilidade financeira ainda depende de recursos vindos de projetos articulados pela ONG Cepagro.

Com a finalização do último desses em dezembro de 2016, lançamos esta campanha para que as atividades não sejam interrompidas e que este modelo de gestão comunitária de resíduos orgânicos continue inspirando iniciativas em todo país. Para que esta iniciativa continue acontecendo, contamos com você! Saiba como colaborar clicando aqui. 

Sobre a Revolução dos Baldinhos

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