Slow Food Brasil

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Publicações

Publicações realizadas pelo Slow Food sobre os projetos, campanhas, iniciativas e eventos que realiza. Todas as publicações abaixo estão disponíveis para download gratuito em PDF.

*Para conhecer publicações em outros idiomas, acesse: Publications - Slow Food Foundation for Biodiversity

CAPA-sementes-baixa.jpgBaixe o Documento de Posicionamento do Slow Food Brasil sobre Sementes, Organismos Geneticamente Modificados e Novas Biotecnologias para ler o conteúdo na íntegra.

Este documento se baseia em Las Semillas Según Slow Food, de autoria de Marta Messa e Francesco Sottile, no Documento de Posicionamento do Slow Food sobre Organismos Geneticamente Modificados, do Slow Food Internacional e no New Techniques of Genetic Engineering, posicionamento conjunto sobre novas biotecnologias de diversas organizações europeias. Foto de capa de Glenn Makuta, com milhos das comunidade integrantes do Slow Food Sementes Crioulas do Sul de Minas. O Documento de Posicionamento do Slow Food Brasil sobre Sementes, Organismos Geneticamente Modificados e Novas Biotecnologias foi traduzido, atualizado e adaptado para a realidade brasileira por Glenn Makuta e revisado por Ligia Meneguello e Fernando Rangel, no âmbito do projeto Tecendo Redes pelo Alimento Bom, Limpo e Justo para Todos, uma iniciativa da Associação Slow Food do Brasil com apoio da Fundação Heinrich Boll.

Falar sobre sementes é um assunto bastante complexo, envolvendo muito do que nos define enquanto espécie, das culturas, territórios e identidades, da nossa relação com a terra e com os ciclos naturais. Ao mesmo tempo se relaciona também com o mercado internacional, a geopolítica global e a mercantilização e financeirização dos bens comuns da humanidade. O tema das sementes é possivelmente onde mais fica escancarada a perversidade do sistema capitalista na agricultura e alimentação, pelos tantos mecanismos de empresas transnacionais e de políticas públicas subjugadas aos interesses econômicos para se apropriar de sementes camponesas, processo que afeta diretamente a soberania e a segurança alimentar e nutricional de toda a humanidade.

A agricultura define a humanidade

Ao longo da nossa história evolutiva, a conexão com a terra e o território é tão significativa, tão presente nas culturas dos povos ao redor do planeta, que a concepção filosófica e científica (eurocêntrica) recorreu a ela para nos nomear enquanto espécie: humano deriva de humus, que significa terra em grego.

Durante grande parte desta história, nossa espécie teve o hábito nômade, percorrendo grandes distâncias para sobreviver nos mais diversos ambientes em que ocupamos. Dispersávamos as sementes dos alimentos que obtidas nas coletas, realizadas sistematicamente por mulheres e ocasionalmente por homens em seus percursos de caça. Então em algum momento, há cerca de 10 mil anos, as mulheres começaram a semear os alimentos em locais mais próximos de seus assentamentos, criando conforme essa prática se difundia, condições para o estabelecimento dos agrupamentos humanos em territórios mais fixos. 

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Baixe o Documento de Posicionamento sobre Bem-Estar Animal e Consumo de Carne do Slow Food Brasil para ler o conteúdo na íntegra.

Este documento se baseia em O bem-estar animal, segundo o Slow Food, de autoria de Anne Marie Matarrese. Foto de capa de Bernardo Simões, retratando a criação de porco moura no Paraná. O Documento de Posicionamento do Slow Food Brasil sobre Bem-Estar Animal e Consumo de Carne foi adaptado para a realidade brasileira e atualizada por Glenn Makuta e revisada por Ligia Meneguello, no âmbito do projeto Tecendo Redes pelo Alimento Bom, Limpo e Justo para Todos, uma iniciativa da Associação Slow Food do Brasil com apoio da Fundação Heinrich Boll 

O panorama global da carne

O consumo de carne é cada vez mais crescente no mundo e essa demanda faz com que países exportadores de carne criem quantidades cada vez maiores de animais. Uma das primeiras coisas que são comprometidas é a sua qualidade de vida que viram mercadoria para suprir a demanda do mercado global.

Em condições muito degradantes (ainda que dentro da legalidade – e eventualmente fora), esses animais são padronizados, mutilados, confinados, amontoados e ultramedicados em suas curtas vidas. Tais condições de vida afetam diretamente a qualidade e a saúde de suas carnes e de seus consumidores.

A grande escala desse tipo de produção gera uma série de consequências: poluem muito com resíduos e fluidos de todo tipo; as criações avançam sobre a vegetação nativa sendo causa principal de desmatamento; desestrutura as pequenas economias comunitárias; expulsa e marginaliza agricultores familiares, pequenos criadores e comunidades rurais; precariza condições de trabalho e viola leis trabalhistas; e criam condições ideias para o surgimento de novos surtos epidêmicos.

Uma coisa é certa, precisamos comer bem menos carne e de melhor qualidade, fomentar criações de pequena escala, com animais saudáveis que consigam reproduzir seus comportamentos naturais, em sistemas integrados com outras produções agrícolas em estruturadas em cadeias curtas e justas.

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Baixe o Documento de Posicionamento sobre Agroecologia do Slow Food Brasil para ler o conteúdo na íntegra.

Este documento é baseado no Position Paper on Agroecology (2015), de autoria de Cristiana Peano e Francesco Sottile. Foto de capa por Patrícia Moll, da Fortaleza Slow Food do Cacau Cabruca do Sul da Bahia (Pré-Assentamento Dois Riachões, Ibirapitanga/BA). A versão brasileira do Documento de Posicionamento do Slow Food sobre Agroecologia se inspira no documento em inglês e foi traduzido, atualizado e adaptado ao contexto brasileiro por Glenn Makuta e revisado por Ligia Meneguello, Fernando Rangel e José Guedes, no âmbito do projeto Tecendo Redes pelo Alimento Bom, Limpo e Justo para Todos, uma iniciativa da Associação Slow Food do Brasil com apoio da Fundação Heinrich Boll 

Introdução

A discussão sobre a sustentabilidade das atividades agropecuárias tem ganhado cada vez mais espaço e adeptos no mundo. A situação atual aponta a necessidade de buscar alternativas ao modelo produtivo vigente uma vez que este tem nos levado a caminhos que colocam em xeque a existência de nossa própria espécie. No entanto esta é uma narrativa em disputa, sendo frequentemente apropriada por aqueles que adotam práticas que promovem a destruição da natureza e da diversidade de formas de vida no planeta.

Este material faz uma breve análise das problemáticas associadas à industrialização da agricultura, à simplificação dos agroecossistemas que levaram à perda da diversidade biológica e ao colapso ambiental, com consequências diretas e indiretas para a própria agricultura e a sociedade.

O Slow Food promove a agroecologia como um pilar para garantir o acesso de todas e todos a uma alimentação saudável, com respeito à diversidade e a memória biocultural e aos modos de vida, promotora da biodiversidade e dos recursos naturais, de forma que não agrave a crise climática e como um dos processos para devolver à agricultura e aos agricultores sua relevância e protagonismo.

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Baixe o Tutorial e entenda como criar uma nova Comunidade Slow Food

Considerações Iniciais

Desde o sétimo Congresso Internacional do movimento Slow Food em 2017, em Chengdu/China, o Slow Food vem estimulando globalmente a transição do modelo organizacional de nossa rede. A decisão foi gestada no​ ​Comitê Executivo do Slow Food Internacional​ e definida naquele Congresso que a transição ocorreria até o Congresso seguinte, em 2020. Definição esta que foi acatada pela maioria dos países, incluindo o Brasil.

A transição da estrutura de Convívios e Comunidades do Alimento para Comunidades Slow Food (CSF) está se consolidando gradualmente no Brasil, com as primeiras comunidades fundadas no início de 2020, mas sofre impacto da pandemia de coronavírus, que restringiu as atividades em muitos países. A Itália foi um dos países mais atingidos em março e desde então o escritório do Slow Food Internacional (SFI) está operando numa estrutura mínima e muito menor do que em situações normais, forçando a paralisação por tempo indeterminado das etapas finais do processo de abertura da CSF (de aprovação do nome e liberação do logo).

Ainda assim, essa continua sendo oportunidade para consolidar os grupos ativos da nossa rede, e também de manter mobilizados os novos nós, mesmo que ainda não efetivamente formalizados. Assim sendo, o presente documento visa dar as orientações sobre como avançar na organização e registro das CSF na plataforma digital.

Temos ainda no horizonte a realização do ​Terra Madre Brasil (TMB) 2020, encontro das comunidades da rede Slow Food Brasil e que ainda não tem nova data a se realizar por conta da pandemia. Outros materiais estão disponibilizados no documento de mobilização da rede para o TMB 2020​.

Vale ainda dizer que este procedimento é novo e muitas dúvidas devem surgir no decorrer do processo de criação e manutenção das CSF. Para algumas dúvidas básicas já temos respostas mas outras tantas vamos descobrir juntos, e por isso é importante que haja um diálogo constante a fim de que seja o mais colaborativo possível.

A estrutura nova reforça mais os vínculos internos do nó da rede Slow Food Brasil, de forma que o caráter coletivo fica mais evidente, exigindo um papel mais ativo de cada um em prol dos valores comuns que o movimento levanta.

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