Slow Food Brasil

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Equipes Slow Food, UFSC e representantes da rede de universidades e do governo federal.

Aconteceu entre os dias 5 e 6 junho, no restaurante Quintana Bar parceiro da rede Slow Food em São Paulo, o seminário final que reuniu alguns dos representantes da equipe envolvida por mais de dois anos no projeto Alimentos Bons, Limpos e Justos na Agricultura Familiar, uma projeto de extensão em parceria entre o Slow Food Brasil, a Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC) e uma rede nacional de Universidades, apoiado pelo Governo Federal, através da Secretaria Especial de Agricultura Familiar e do Desenvolvimento Agrário (SEAD).

O projeto teve por objetivo aproximar a agricultura familiar dos princípios e programas do Slow Food para a salvaguarda da biodiversidade agrícola e da cultura alimentar da cinco regiões do Brasil. Atividades de campo envolvendo agricultores familiares, extrativistas e pescadores aconteceram em 10 estados, dois por cada região: Amazonas e Pará (Norte), Rio Grande do Norte e Bahia (Nordeste), Goiás e Mato Grosso (Centro-Oeste), Minas Gerais e Rio de Janeiro (Sudeste), Santa Catarina e Rio Grande do Sul (Sul).

Foram pilares do projeto, ações de pesquisa de alimentos em risco de desaparecimento (Arca do Gosto), identificação de comunidades que produzem com métodos bons, limpos e justos (Comunidades do Alimento), valorização dos produtos, técnicas tradicionais e ecossistemas dos diferentes biomas brasileiros (Fortalezas), promoção da troca de conhecimento sobre a cultura alimentar com jovens rurais (Ecogastronomia), identificação de estratégias de mercados para os produtos da agricultura familiar (Comercialização) e divulgação do conhecimento (Comunicação). Ao final, foram 150 produtos da Arca do Gosto e Comunidades do Alimento mapeados, 20 Fortalezas articuladas, 150 jovens rurais capacitados em Ecogastronomia e realizados cinco Seminários de Comercialização, sendo quatro regionais e um nacional.

O projeto permitiu a aproximação da agricultura familiar e de suas organizações à filosofia do movimento Slow Food, além da participação na rede e da construção de novos laços. Ao mesmo tempo, criou-se envolvimento com os programas e eventos regionais, nacionais e internacionais, e gerou-se maior conhecimento, por parte dos agricultores, das forças, oportunidades, fraquezas e ameaças dos arranjos produtivos, fortalecendo, assim, sua  autonomia e autoestima por meio do reconhecimento do valor e da identidade dos produtos, de sua divulgação e participação em novos espaços de articulação e também a participação e o protagonismo dos jovens rurais.

O projeto também foi  uma oportunidade para uma aproximação entre a  equipe da Associação Slow Food do Brasil e uma rede nacional de universidades com sede nas cinco regiões, estabelecendo relações de confiança e permitindo o desenvolvimento conjunto de metodologias,  adaptação de ferramentas, formação de multiplicadores no âmbito acadêmico e a identificação de novas oportunidades para projetos de pesquisa e extensão.

Entre as principais novidades, o projeto possibilitou a Formação de Multiplicadores da Arca do Gosto feita através de um curso à distância, estruturado em 5 aulas, com  um total de 20 horas, com facilitação, acompanhamento e entrega de fichas de candidatura de novos produtos em risco de desaparecer para serem catalogados e embarcados na Arca do Gosto. Ao mesmo tempo, o projeto permitiu a adaptação de conteúdos, ampliação e impressão de uma cartilha sobre biodiversidade: “Arca do Gosto e Fortalezas Slow Food: um guia para entender o que são, como se relacionam com o que comemos e como podemos apoiá-las”.

Após três anos de articulação, tanto com o Ministério do Desenvolvimento Agrário (MDA)  quanto com a Secretaria Especial de Agricultura Familiar e do Desenvolvimento Agrário (SEAD), o Slow Food Brasil termina esse projeto com uma maior capilaridade  e presença em diversos territórios, particularmente no meio rural. “Terminamos esse ciclo com uma rede articulada e fortalecida e com o desafio de dar continuidade às ações de aproximação campo-cidade, para incentivar a participação efetiva da agricultura familiar agroecológica nos espaços de diálogo e construção de um modelo de produção e consumo bom, limpo e justo para todos”, explicou Valentina Bianco, coordenadora do projeto pelo Slow Food Internacional.

O Seminário Final permitiu construir um diálogo sobre os principais resultados e desafios do projeto. Após análise coletiva, a equipe presente concluiu que de todas as ações realizadas, o maior resultado foi obtido através das atividades de capacitação em ecogastronomia com jovens rurais, que aconteceram em Florianópolis (SC), Montes Claros (MG) e Manaus (AM). Apesar disso, Valentina reflete que ainda é preciso que essas ações sejam acompanhadas por uma política pública que incentive a comercialização dos produtos da agricultura familiar, as produções artesanais de qualidade e o turismo rural de base comunitária, criando assim oportunidades de permanência dos jovens rurais que queiram continuar no campo.

Mais informações: https://www.slowfoodbrasil.com/arca-do-gosto/produtos-do-brasil/146-sobre-o-slow-food/1199-projeto

Facebook: https://www.facebook.com/ProjetoAlimentosBonsLimposeJustos/

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