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A Comunidade se organiza por meio da Associação da Comunidade do Céu do Mapiá. O acesso se dá somente via fluvial, por meio de barco ou voadeira. 

A organização da comunidade é local e conta com cerca de 100 casas: casas de farinha, cozinha comunitária, casa de artesanato, dentre outras edificações construídas com a madeira da própria floresta. Os moradores de Céu do Mapiá exercem a função de guardiões da Floresta Nacional do Purus, que continua praticamente intacta, amparada também pelo convênio com o Ibama. No entanto, a comunidade espera ações mais concretas de maneira a mapear as potencialidades da área para que a floresta preservada possa gerar emprego e renda.

Existe uma filosofia em Céu do Mapiá: “Pesquisar, praticar e desenvolver os conhecimentos da tradicional medicina da floresta, colocando a saúde global da humanidade acima de quaisquer interesses particulares político partidários, religiosos, raciais ou comerciais”.

Dessa forma, as atividades estão centradas na agricultura agroecológica, a coleta de frutos e outros alimentos diretamente da floresta, e as práticas espirituais, que abordam as questões alimentares, medicinais e também ambientais. O lixo é todo recolhido e estuda-se a possibilidade de implementar ações de reciclagem de resíduos como plástico e papelão.

O agroextrativismo é realizado por meio de práticas agroecológicas, com o uso de biofertilizantes e defensivos alternativos. Práticas como plantio consorciado, hortas mandala e cultivo de PANC estão se espalhando entre os agricultores.

A Comunidade tem uma ação muito forte no resgate dos conhecimentos tradicionais dos povos da floresta no tratamento tradicional de doenças, repassando-os geracionalmente. Para isso foi fundado do Centro Medicina da Floresta, o CMF, uma Organização Não Governamental situada em Céu do Mapiá, que registra as experiências também sob o foco científico. Há, então, a produção local de remédios tradicionais e naturais, que são também utilizados juntamente das práticas espirituais.

Existem alimentos encontrados na Comunidade que fazem parte da Arca do Gosto, como abiu, cubiu, cacau de várzea, bacaba, dentre outros. O alimento é justo pois geralmente é consumido localmente pelos moradores ou realiza-se trocas na própria comunidade. Não há o objetivo final de comercialização, mas sim da manutenção da agrobiodiversidade local.

 

Estado/Região/Território: Amazonas/Norte/Floresta Nacional do Purus (Flona Purus)

Municípios: Boca do Acre

Referência da Comunidade: Kézia Marinho - (92) 98425-6868 - keziamarinho@gmail.com

 

Esta Comunidade do Alimento foi incluída na rede Slow Food pelo projeto:

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