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A Comunidade está organizada na forma da Associação dos Produtores Rurais da Costa da Terra Nova. Atualmente, cinco famílias estão envolvidas na criação de um Organismo de Controle Social (OCS), um mecanismo de controle de garantia da qualidade orgânica, previsto na IN n. 19 de 2009 e reconhecido pelo Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (MAPA).

Costa da Terra Nova, ou simplesmente Terra Nova, como é mais conhecida, é composta por três comunidades rurais: São José, Nossa Senhora da Conceição e São Francisco. Essas três comunidades mantêm relações de produção e reprodução social muito próximas, devido às relações de parentesco entre os moradores e a proximidade entre elas. O acesso à comunidade São Francisco, partindo de Manaus, se dá exclusivamente por via fluvial, a partir do Porto da Ceasa, localizado à margem direita do Rio Negro. O deslocamento dura cerca de 30 minutos em uma pequena embarcação acoplada a um motor de 40 hp, conhecida na região como “voadeira”.

No período seco, um grande banco de areia (praia) se forma na frente da comunidade e dificulta o escoamento da produção. Já no período chuvoso, a terras agricultáveis da comunidade são parcialmente ou totalmente alagadas, dependendo da intensidade da cheia. Nesse período, os agricultores desenvolvem estratégias de conservação dos propágulos, através de canteiros suspensos.

A Comunidade comercializa os produtos na Feira AGROUFAM, que ocorre mensalmente na Faculdade de Ciências Agrárias da Universidade Federal do Amazonas. A criação desse OCS, se mostra como um incentivo à essas famílias, e talvez contribua para agregar novos agricultores ao grupo, uma vez que permitirá aos agricultores estreitar as relações de reciprocidade que já existem na comunidade e trocar experiências em relação às práticas agroecológicas adotadas. Além disso, o OCS também busca valorizar os produtos locais e permitir que estes sejam comercializados como orgânicos.  Cultivam hortaliças, plantas alimentícias não convencionais (PANCs), frutíferas, plantas medicinais e ornamentais, entre os produtos estão: abiu, açaí, acerola, araçã ou camu-camu, ariá, bacuri, beldroega, bertalha, buriti, cacau, cacauí, caju, cajuí, camapu, cará, carambola, cariru, cubiu, pupu, pupuí, fruta-pão, goiaba-araçá, goiaba vermelha, graviola, jaca, jambo,  jambu, jenipapo, jirimu, macaxêra, manga mangarataia, majericação, maracujá, maracujá-do-mato, maxixe, taparebá , urucu e vinagreira.*

Assim, todo o alimento produzido ou advindo do extrativismo da Comunidade é orgânico e também perfaz parte importante da Cultura Alimentar do Amazonas, e advém da agricultura familiar local.

A maioria dos produtos são cultivados para o consumo da própria família agricultor e o excedente é comercializado embalados em maços (no caso das hortaliças) ou vendidos em unidades, em embalagens do tipo rede (no caso dos frutos). Com exceção da farinha de mandioca, os demais produtos são comercializados in natura.  

*A grafia dos nomes populares dos produtos listados foi feita com base na identificação local, buscando respeitar a forma como essas plantas são conhecidas na região. Ex: urucu e não urucum; pupu e não cupuaçu, macaxêra e não macaxeira, como são conhecidas em outras regiões do Brasil.

Estado/Região/Território: Amazonas/Região Norte

Municípios: Careiro da Várzea/Ilha Costa da Terra Nova

Referência da Comunidade: Ana Cristina Lima do Nascimento/(92) 98425-6868/

 

Esta Comunidade do Alimento foi incluída na rede Slow Food pelo projeto:

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