Slow Food Brasil

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A Comunidade está organizada na forma da Associação Ouro Verde e reúne agricultores familiares que, em sua maioria, emigraram da região sul do país e, posteriormente, de Rondônia, para Apuí. Residentes no maior assentamento rural da América Latina (PA JUMA), tinham unicamente na pecuária extensiva e predatória o seu sustento. Em 2001, os agricultores construíram junto com o Idesam uma proposta de revitalização da cultura do café através de sistemas agroflorestais, aliando a geração de renda com a conservação ambiental e adaptação às mudanças climáticas. É importante destacar que essa ação recuperou áreas de pastagem degradadas, onde anteriormente se criava gado bovino, uma atividade de grande impacto para a região amazônica. A implementação dos cafezais em sistemas agroflorestais, por sua vez, impulsionou naturalmente a recuperação do solo e do ambiente, uma vez que o café é cultivado em meio a espécies de árvores nativas da Amazônia, como o ingá-cipó (espécie frutífera muito conhecida pelo alto poder de recuperação de áreas degradadas).

Tada família então passou a manter 1 hectare de café, da variedade Conilon, consorciado com árvores de interesse socioeconômico, como o ingá. Todos foram e são constantemente capacitados e assessorados quanto às técnicas agroflorestais necessárias. Em 2014, foi lançado o produto Café Agroflorestal da Amazônia, em parceria com um torrefador local.  Além das técnicas agroecológicas e orgânicas de produção, utilizam insumos orgânicos gerados na própria propriedade e que seriam descartados. Além disso, esse sistema de cultivo promove a recuperação de solos de áreas degradadas, pois utiliza-se do consorciamento com espécies leguminosas nativas que aceleram e mantêm essa ação.  Toda a cadeia produtiva é organizada localmente, perfazendo o primeiro café agroflorestal do estado do Amazonas, 100% amazônico e natural.

Os produtores adotaram técnicas de beneficiamento que antes não utilizavam, como a secagem em terreiros suspensos e a colheita seletiva, além do realce ao sabor permitido pela diminuição de estresse por seca nos cafezais devido à presença das árvores no sistema. Isso resulta ao produto final um sabor intenso, extraforte, e um rendimento maior do café.

O café agroflorestal do Apuí é um alimento justo, por existir uma relação de parceria entre os técnicos, produtores e torrefador do projeto, que se auxiliam para que o produto seja feito e comercializado de maneira justa. Além disso, toda a produção nas propriedades é familiar e as decisões são tomadas coletivamente na associação. Hoje o café é comercializado em alguns Estados brasileiros com grande aceitação.

Estado/Região/Território: Amazonas/Região Norte

Municípios: Apuí

Referência da Comunidade: Geovani Almeida Machado/(097) 991873895/ geovani@idesam.org.br - João Ramos/(097) 991552839

 

Esta Comunidade do Alimento foi incluída pelo projeto:

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