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A Comunidade está organizada por meio da Cooperativa Agropecuária Familiar de Canudos, Uauá e Curaçá (Coopercuc).

O maracujá da caatinga nasce naturalmente na vegetação e já foi visto como uma praga, pois nascia involuntariamente e tomava o espaço de outras culturas; contudo, por volta de 2002, um grupo de mulheres organizadas sob o grupo Unidas no Sertão, que já produziam geléia de umbu, passaram a produzir geleia de maracujá da caatinga - posteriormente ampliaram a produção para suco e polpa. Dessa forma, o maracujá da caatinga começou a ser cultivado na Comunidade Serra da besta e não só explorado de forma extrativista. A safra ocorre entre maio e outubro, dependendo da chuva. É comum produzir também em outras épocas do ano, mas com baixa produtividade.

A colheita é feito de duas maneiras: extrativista ou através de plantio. No modo extrativista, as famílias simplesmente coletam os frutos que nascem naturalmente quando estão maduros. Já as famílias voltadas a cultura, realizam o plantio na época das chuvas. O manejo da árvore é bastante simples, consistindo apenas em poda. A safra ocorre entre os meses de maio e outubro, nesse período as famílias produtoras coletam os frutos maduros nas árvores, acondicionam-o e transportam-o para a Coopercuc, onde é realizado o beneficiamento e são produzidas geléias, sucos, dentre outro

O plantio do maracujá da caatinga é feito por cerca de 16 famílias em área de sequeiro de aproximadamente 10 ha. As mudas são plantadas ainda pequenas, sendo feita limpezas e podas sempre que o necessário. No período chuvoso o maracujá produz de forma silvestre onde se concentra o pico da safra, levando de dois a três meses da florada até a colheita. Muitos produtores preferem plantar o maracujá nesse período, enquanto outros se mantêm de forma extrativista.

A conquista da casa de farinha mecanizada, centro comunitário, e posteriormente a organização enquanto associação comunitária e Agropastoril da Fazenda Serra da Besta, foi de fundamental importância para a comunidade e perimitu realizar parcerias com IRPAA, Instituto Regional da Pequena Agropecuária Apropriada. Assim, foi possível trabalhar com o intuito de melhorar as condições de vida das famílias da comunidade, por meio da construção de cisternas, barragem, e finalmente a Coopercuc. Ademais, as atividades produtivas ligadas ao maracujá, e outras frutas da caatinga, foram de suma importância para todas as famílias da comunidade, pois por meio dessas atividades foi possível conseguir energia elétrica e abastecimento de água para as residências.

A organização enquanto cooperativa possibilitou que as comunidades reduzissem significativamente a figura do atravessador, bem como possibilita que seja agregado valor ao fruto. Em 2007, a produção foi certificada orgânica pela ECOCERT, garantindo que todo o empenho dos produtores em produzir um alimento bom e limpo seja remunerado de forma justa, garantindo melhores condições de vida para essas famílias.

 

Estado/Região/Território: Bahia/Nordeste

Municípios: Uauá, Canudos e Curaçá

Referência da Comunidade: Denise Cardoso dos Santos, José Wilson Moura Matos e José Edmilson Alves dos Santos/ (74) 3673-1428 / coopercuc@coopercuc.com.br

 

Esta Comunidade do Alimento foi incluída na Rede Slow Food pelo projeto:

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