Slow Food Brasil

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A Comunidade está organizada na forma da COOPROAF - Cooperativa de Produção e Comercialização  da Agricultura Familiar do Sudoeste da Bahia. Na Bahia, no ano de 2005, foi realizada uma capacitação sobre beneficiamento da fruta do sequeiro com foco no umbu no município de Manoel Vitorino, para os pequenos produtores da região. O umbu é um fruto nativo da caatinga nordestina.

Nos municípios de Manoel Vitorino e Mirante a produção de umbu se destina para consumo in natura e beneficiamento para a fabricação de doces, polpas, geleias etc. Em 2006 um grupo composto por 13 mulheres teve a iniciativa de promover o beneficiamento do fruto na cantina da escola Monteiro Lobato no município de Manoel Vitorino, onde produziram os primeiros bombons e doces dessa fruta. Por ser muito perecível e ter sua produção concentrada nos meses de novembro até janeiro, o beneficiamento permite seu armazenamento, e, para que isso seja feito, é necessária uma infraestrutura (equipamentos). No entanto, isso é uma dificuldade enfrentada, pois demanda capital para sua implantação.  

A cultura nas comunidades ainda é de extrativismo. A colheita é manualmente, a safra de coleta do umbu é realizada no período de dezembro a fevereiro. O beneficiamento da fruta ocorre nas agroindústrias, que envolvem diretamente o trabalho de 76 pessoas, sendo 51 mulheres e 25 homens. Todo os envolvidos nas agroindústrias são associados e o trabalho é dividido conforme a necessidade da agroindústria,  sendo que 18 associados trabalham na gestão, onde cada um 6 representa uma agroindústrias.

Os municípios produtores de umbu comercializam a fruta fresca ou beneficiada (geleias, sucos, umbuzadas polpas, compotas, doce em corte, nego bom, doce cremoso, polpa para refresco). A comercialização é realizada entre no mercado institucional neste caso o PAA e PENAE. Os produtos também são comercializados em padarias delicatessen, lanchonetes dentre outros estabelecimentos comerciais.

O alimento é bom, pois a fruta é coletada apenas no período de produção. A polpa é carnuda, sabor levemente ácido quando madura, sendo rica em vitaminas. Pode-se consumi-la fresca ou beneficiada sob a forma de geleias, sucos, vinagre etc. É limpo, porque utiliza técnicas sustentáveis de beneficiamento e  extração. Valoriza um produto local e permite uma relação amigável com o meio ambiente, além de não utilizar químicos para a sua produção e é justo, pois tanto a fruta in natura como os produtos oriundos do seu beneficiamentos são vendidos a um preço justo para o produtor e para o consumidor.

 

Estado/Região/Território: Bahia/Região Nordeste

Municípios: Manoel Vitorino e Mirante

Referência da Comunidade: Marilda Dos Santos e Elenita Maria Souza Silva, (73) 3549-2693, cooproaf@yahoo.com.br

 

Esta Comunidade do Alimento foi incluída na Rede Slow Food pelo projeto:

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