Slow Food Brasil

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 A Comunidade está organizada na forma da Associação São Domingos e Água Doce e conta com aproximadamente 120 associados. O beneficiamento dos frutos do cerrado é a alternativa escolhida pela Comunidade para gerar renda e preservar o ambiente onde vivem. Como o trabalho ainda é inicial, as famílias se mobilizaram, por enquanto, para colher e fazer as raspas desidratadas do buriti, que está sendo vendido à Cooperativa Grande Sertão. Na região também encontra-se muito caju, mangaba, coquinho azedo, entre outros frutos. Assim que estiver funcionando, irão começar a trabalhar com as polpas de frutas de forma coletiva na agroindústria, já que as famílias não possuem estrutura própria em seus terrenos.

O grupo enfrenta conflitos com as grandes empresas de monocultura, latifundiários e grilagem de terra em seu território. A Associação está trabalhando para mudar a cultura predatória dominante através do extrativismo sustentável nas áreas de cerrado, de veredas e da preservação das nascentes. A maioria dos moradores residem abaixo das nascentes. Os membros da Associação estão agora iniciando a organização da agroindústria para o aproveitamento dos frutos do cerrado, o primeiro fruto a ser trabalhado será o buriti. Os pés de pequi da região estão sendo atacados pelos percevejos, a última safra rendeu muito poucos frutos.

Dessa forma, a Comunidade busca trabalhar de forma sustentável o manejo e a coleta de frutos nativos das áreas de Cerrado e de usufruir dos recursos das veredas garantindo a preservação do meio ambiente. Os alimentos são produzidos com técnicas naturais de agricultura, de maneira ecológica, e colhidos respeitando os ciclos e as práticas corretas para o manejo da biodiversidade. Boa parte dos produtos da Comunidade fazem parte do catálogo da Arca do Gosto do Brasil, como mangaba e buriti.

A produção e o beneficiamento ainda precisam de melhores estruturas para se desenvolverem e os produtos são muitas vezes vendidos in natura para atravessadores e por um preço muito baixo. Como a agroindústria ainda não está pronta, há apenas o cultivo dos frutos do cerrado para subsistência. A produção da raspa do buriti foi feita nas casas, pela urgência da demanda e para aproveitamento da safra e o processo de secagem da raspa é ao sol, não exigindo maiores técnicas.

Estado/Região/Território: Minas Gerais/Região Sudeste

Municípios: Bonito de Minas

Referência da Comunidade: Santino, (38) 998687481 e (38) 999605982

 

Esta Comunidade do Alimento foi incluída na Rede Slow Food pelo projeto:

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