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A Comunidade está organizada na Associação Caminhos do Berbigão. A Associação possui um Conselho Deliberativo da Reserva Extrativista Marina (RESEX) de Pirajubaé que promove a gestão compartilhada com a população tradicional, o ICMBio e demais instituições envolvidas.

Atualmente são aproximadamente 6 extrativistas que estão fazendo a pescaria do berbigão, devido ao problema da baixa na produção de 2015, porque se pode chegar a um máximo de 25 extrativistas conforme Portaria 187 que regulamenta a extração. O processo de revisão das regras de extração está em andamento.

Esta comunidade está comprometida com a salvaguarda do berbigão (Anomalocardia brasiliana), um molusco em risco de extinção e principal produto da reserva extrativista. Para os moradores, o berbigão tem sido sempre uma fonte única de nutrição. Anteriormente era produzido exclusivamente para ser consumido pela comunidade, mas, nos últimos anos, a partir da valorização do berbigão pelos restaurantes, o pescado começou a ser chamado de vôngole e hoje é muito apreciado na gastronomia regional.

O grupo está organizado em uma associação e tem registrado problemas históricos no associativismo, fruto do esfacelamento social causado pelo aterro da costeira do Pirajubaé, que destruiu grande parte da cultura e vida marinha locais, sendo esta composta por coletores de moluscos e pescadores.  

O molusco é pescado com auxílio de um equipamento de grades, chamado de gancho, que seleciona os moluscos por tamanho. Este equipamento é arrastado na areia para captura do berbigão. Tem que ter uma embarcação para chegar no local de pescaria e transporte do produto. Existem regras de extração, onde o tamanho mínimo de captura é de 20 mm. O modo tradicional da produção do berbigão na maioria dos casos é familiar, onde os homens fazem o trabalho de coleta do molusco e as mulheres  fazem o trabalho de cozinhar e desconchar, para depois ser congelado e vendido.

Por ser um produto típico da região, consumido tradicionalmente é conhecido como “mata fome” e é responsável pelo sustento de várias famílias na Reserva Extrativista do Pirajubaé. Muitas famílias tem passando por dificuldades depois que a pescaria acabou e o berbigão sumiu, ainda se desconhecem as causas. Reconhecido pela sua qualidade nos mais renomados restaurantes, como “spaghetti al vongole” ou o pastel de berbigão. Sendo produzido por pescadores artesanais que trabalham com normas de extração elaboradas com ajuda do ICMBio. Sendo fundamental apoio para pesquisas que visam a recuperação dos estoques naturais do molusco.

Com a maior procura pelo molusco e devido à baixa na produção, atualmente só está sendo comercializado berbigão in natura. Na maioria dos casos é consumido nos restaurantes em São Paulo.

O alimento é bom por ser apreciado pelas populações tradicionais e turistas. Um fruto do mar com seu sabor característico, que pode ser utilizado em vários  pratos e consumido com vinho ou cerveja. Pode ser consumido com preparo simples ou com maior sofisticação. O alimento é limpo e está de acordo com os padrões exigidos pelos órgãos responsáveis de fiscalização, mas com necessidade de melhorar condições de trabalho e um selo de qualidade e rastreabilidade do berbigão para agregar valor. Devido a baixa na produção o preço melhorou, sendo comercializado in natura. Mas é preciso avançar na comercialização, sistema de contas, realizar momentos de divulgação do berbigão e novas formas de consumo e comercialização.

Os Extrativistas, Pescadores e ICMBio já participam de ações conjuntas com o Slow Food como a campanha Slow Fish.

Estado/Região/Território: Santa Catarina/Região Sul

 

Esta Comunidade do Alimento foi revisada pelo projeto:

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