Slow Food Brasil

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A Comunidade está organizada na forma do Grupo de Produtores Agroecológicos Vida Nova (AGROVIVA).  O grupo foi criado com o anseio de agregar valor às tradições, de impulsionar o bem estar do povo local, além de  de resgatar alimentos que já foram muito importantes na região. É pioneiro no resgate das tradições na região do Vale do Itajaí, que está inserido na área de Mata Atlântica no Sul do Brasil. Nesse território, onde predominam comunidades  de origem alemã, italiana e polonesa, se registra atualmente o desaparecimento  de muitas das comidas tradicionais, o que  provoca  uma decadência no núcleo de vivência e alimentar. Com isso, percebeu-se que está se  perdendo a convivência do recinto familiar, a conversa da família ao redor do fogão ou em roda de uma mesa para passar os conhecimentos para os filhos. A comunidade está preocupada com o desaparecimento da própria  história, pois um povo sem história é um povo sem passado. O intuito da comunidade é de alcançar o auge do resgate da cadeia alimentar natural, folclórico e ambiental.

A AGROVIVA reúne produtores que tiveram problemas severos de saúde pelo uso de agrotóxico ou produtos ultraprocessados industriais, para que juntos possam antes de pensar na venda de algum produto, pensar em preservar a saúde de si mesmos e de seus familiares, passando isto para os consumidores e comunidade de entorno.

Dessa forma, a Comunidade tem como objetivo principal produzir de forma agroecológica, portanto as famílias se dedicam à criação de animais respeitando os ciclos naturais de crescimento. Há produção de hortifrutigranjeiros no sistema agroecológico, onde se resgatam os taiás branco, roxo, verde e japonês e também o mangarito, tubérculos muitos usados tradicionalmente nos convívios familiares do Vale do Itajaí. Também se cultivam aipim, batata doce, e cará. O taiá está presente até hoje nas tradições, e é usado ao preparar o prato tradicional com marreco ou pato recheado.

Os tubérculos (taiá, ará, mangarito e aipim) assim como as frutas, legumes e hortaliças são cultivados agroecologicamente. Além das batatas, hortaliças e leguminosas, a comunidade tem o grande desafio de salvaguardar os queijos típicos da colônia germânica da região do Vale, como handKäse e kochKäse. Estes são produzidos de forma artesanal e são feitos à base do queijinho branco (elaborado a partir do leite cru, o leite coalho naturalmente, e depois é fervido à 40 graus, e tem seu soro escorrido em um saco de pano durante sete horas).  O handKäse é o queijinho amassado, temperado ao gosto com sal e temperos típicos, e pendurado para curar por poucos dias. Já o kochKäse é o Queijinho Branco esfarelado salgado, colocado em bandejas para envelhecer até atingir uma cor amarelada, depois é derretido em panela até se tornar uma massa homogênea à temperatura de 74 graus.

Os produtores da comunidade se empenham em manter vivas as tradições das primeiras colônias alemãs, que envolvem a produção de queijos como o KochKäse, Handkäse e Queijinho Branco, ameaçados de desaparecimento devido às leis sanitárias que não contemplam  os produtos artesanais tradicionais. Cultiva produtos locais em grande parte nativos ou adaptados ao território, com grande carga tradicional, produzidos por uma comunidade que vem preservando há muitas gerações.

Estado/Região/Território: Santa Catarina/Vale do Itajaí/Região Sul

Esta Comunidade do Alimento foi incluída na Rede Slow Food pelo projeto:

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