Slow Food Brasil

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Com cerca de 140 participantes, a Oficina sobre Queijos Artesanais, realizada em Joinville, SC, em 10 de agosto, no âmbito do V Workshop Catarinense de Indicação Geográfica, teve 14 palestras de vinte minutos cada, envolvendo temas como a pesquisa no Brasil e em outros países, o arcabouço normativo e as iniciativas e políticas públicas existentes no âmbito de estados e regiões.

A Rede Brasileira de Sistemas Agroalimentares Localizados – Sial Brasil, organizadora da Oficina em parceria com várias instituições, teve a preocupação de convidar os diversos atores da cadeia produtiva: produtores, comerciantes, instituições relacionadas à produção e a legalização, de diversas regiões do País, preocupados com a inserção dos produtos artesanais no mercado formal. Dentre os participantes estavam os representantes de iniciativas anteriores, como o GT de Queijos do Mapa, O GT da IN16 (MDA) o Slow Food, bem como representantes da DIPOA/MAPA e ANVISA. A Oficina contou também com a presença de pesquisadores da França e Argentina que enriqueceram o debate sobre as realidades da legislação mundial e das semelhanças e diferenças de cada país.

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Foto: Denise Gonçalves

Durante o almoço, onde foram servidos pratos típicos brasileiros, foram realizadas duas outras mini palestras sobre o queijo e a gastronomia. Na ocasião a Chef Teresa Corção falou da iniciativa do Instituto Maniva e dos Ecochefes, de valorização dos alimentos produzidos localmente e o Chef João Batista, responsável pela preparação do almoço, discorreu sobre sua experiência e vivência em utilização dos ingredientes típicos da agricultura familiar.

Na última parte da Oficina, os participantes foram convidados para integrar grupos de debate envolvendo os seguintes temas: dois grupos com “a visão dos produtores de queijos artesanais”, dois grupos com o tema “legislação e normatização”; um grupo com o tema da “pesquisa em queijos artesanais” e um grupo sobre “políticas públicas para a produção e comercialização dos queijos artesanais”.

Os resultados dos grupos foram apresentados na plenária, informando quais os principais problemas e as sugestões propostas para equaciona-los. Decidiu-se que essas propostas serão sistematizadas em um documento que será enviado às instituições ligadas ao tema e divulgadas na internet e nas diversas redes e movimentos sociais. Nesse sentido, a plenária concordou que a Rede Sial Brasil continuasse conduzindo o processo de discussão e encaminhamentos, com o apoio das instituições presentes. Além disso, foi constituído um grupo permanente de discussão envolvendo os temas tratados na Oficina, no sentido de manter o debate e encaminhar sugestões de políticas públicas visando a apoiar a produção e a comercialização dos queijos artesanais no Brasil.

 

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