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Conheça abaixo os manifestos do Slow Food:

a centralidade do alimento - carlo petrini
(clique e faça download do documento em PDF)

A centralidade do alimento” é um novo e importante documento sobre o direito à alimentação.  Escrito por Carlo Petrini com a colaboração de Carlo Bogliotti, Rinaldo Rava e Cinzia Scaffidi, servirá de base para as discussões do VI Congresso Internacional do Slow Food (Turin, 27 a 29 de outubro de 2012).

A Centralidade do Alimento

Apresentação

A flexibilidade, a capacidade de adaptação deste segundo nível foram, ao longo do tempo, a verdadeira força evolutiva do Slow Food. Em nossa história, as diversas opções de organização funcionaram mais ou menos bem: é normal que num caminho se alternem erros e intuições corretas. Mas a verdadeira linfa, que dá força à vivibilidade e à durabilidade dos movimentos, são as visões, as ideias capazes de gerar as boas práticas. Quanto mais diversas, compartilhadas, adaptadas às necessidades locais forem as ideias, mais abrangentes serão as perspectivas. Pela primeira vez em nossa experiência de mais de duas décadas, um documento congressual é traduzido nos idiomas dos inúmeros países em que o Slow Food está presente, sendo divulgado entre associados, convivia e comunidades, enviado à mídia, às instituições político-culturais e às demais organizações empenhadas na defesa do meio ambiente, dos bens culturais e dos direitos primários. A esperança é que possa promover um debate mundial antes do Congresso, favorecendo ideias e práticas nas diversas regiões.

O Acordo de Jokkmokk é o documento final do Indigenous Terra Madre ocorrido nos dias 17 a 19 de Junho de 2011, em Jokkmokk (Sapmi), Suécia. Do Brasil participaram representantes das Fortalezas do Guaraná Satere Mawe ( Obadias e Maurizio) e do Palmito Juçara (Adolfo Timótio e Mauricio) e Juçara Hennerich, que atua no Sul do Brasil. Leiam e divulguem.


Acordo de Jokkmokk

Respondendo às aspirações das populações e comunidades indígenas ao redor do mundo para se encontrarem, escutarem umas às outras e trocar idéias sobre a proteção dos sistemas locais e sustentáveis de produção de alimentos e a soberania alimentar, de acordo com nossas práticas culturais, valores espirituais e nossa responsabilidade sagrada com relação à saúde e à sobrevivência do mundo natural;

Afirmando e reforçando as disposições e princípios contidos na Declaração das Nações Unidas sobre os Direitos dos Povos Indígenas (UNDRIP), adotada pela Assembléia Geral da ONU em 2007, que reconhece os direitos a subsistência, auto-determinação, terras e recursos, o consentimento baseado na prévia informação e na liberdade de escolha, a relação espiritual com a terra e recursos, bem como a proteção e transmissão do conhecimento tradicional, e também reconhece a necessidade de abordar os impactos da colonização e as injustiças históricas sofridas pelos Povos Indígenas;

Baseando-se na filosofia de Terra Madre de acordo com a qual todos têm o direito fundamental ao prazer do alimento bom, limpo e justo e, conseqüentemente, a responsabilidade de proteger o patrimônio da tradição, comida e cultura que tornam este prazer possível. Nós, povos indígenas da África, das Américas, da Rússia, do Ártico, da Ásia, da Oceania e da Europa reunidos em Jokkmokk, Sapmi, Suécia, de 17 a 19 de Junho de 2011, em ocasião da primeira Conferência Terra Madre Indígena (Indigenous Terra Madre), concordamos, por unanimidade, as seguintes propostas de ação:

Lançada no Quinto Congresso Internacional Slow Food em Puebla no México, em novembro de 2007 

Mais de vinte anos desde a fundação da associação italiana e dezoito anos desde o nascimento da associação internacional, o movimento Slow Food celebrou seu quinto Congresso Internacional em Puebla, no México. 

Com o passar dos anos, o Slow Food, fundado como um movimento de pessoas ávidas por manter o ritmo certo de vida e o prazer dos alimentos com conexões históricas e locais autênticos, tem aumentado progressivamente seu senso de conscientização e seus poderes de análise e interpretação. Dessa forma, fecha seu quinto congresso com a promessa de continuar a jornada na qual embarcou com o Manifesto Slow Food em 1989 através do desenvolvimento de suas várias ‘almas’ o melhor possível, definindo, buscando e promovendo alimentos bons, limpos e justos através:

O movimento internacional Slow Food começou oficialmente quando representantes de 15 países endossaram este manifesto, escrito por um dos fundadores, Folco Portinari, em 09 de Novembro de 1989.

"O nosso século, que se iniciou e tem se desenvolvido sob a insígnia da civilização industrial, primeiro inventou a máquina e depois fez dela o seu modelo de vida.

Em 2001, a campanha para proteger os queijos produzidos com leite cru foi apresentada no evento Cheese, em Bra, Itália. O Manifesto Slow Food em Defesa dos Queijos de Leite Cru, foi assinado por mais de 20.000 pessoas e seu grande sucesso restabeleceu a confiança e a dignidade a inúmeros produtores de queijo no mundo todo.

Manifesto Slow Food em Defesa dos Queijos de Leite Cru

O queijo feito com leite cru (não-pasteurizado) é mais do que um alimento maravilhoso, é uma expressão profunda de nossas tradições mais valiosas. É tanto uma arte quanto uma forma de vida. É cultura, patrimônio e ambiente estimados. E está em risco de extinção! Em risco porque os valores que ele expressa são opostos à sanitização e homogeneização dos alimentos produzidos em massa.

Nós chamamos todos os cidadãos do mundo amantes dos alimentos para responder em defesa da tradição do queijo não-pasteurizado. Defesa de um alimento que tem por centenas de anos inspirado, dado prazer e sustento, mas que tem sido destruído pelas mãos estéreis dos controles higiênicos globais.

Os sistemas de produção e consumo de alimentos mais comuns nos dias de hoje são nocivos para o planeta Terra e seus ecossistemas, e para os seus habitantes.

O sabor, a biodiversidade, a saúde de humanos e animais, o bem estar e a natureza estão sob ataque contínuo. Isto põe em risco o próprio desejo dos gastrônomos de comer e produzir alimentos e o exercício do direito ao prazer sem causar danos à existência dos outros e ao equilíbrio ambiental do planeta que vivemos.

Em Janeiro de 2004, Claudio Martini, Presidente da Região da Toscana, Itália e a pesquisadora e filósofa indiana Vandana Shiva, apresentaram na quarta edição do Fórum Social Mundial em Mumbai, Índia, o Manifesto sobre o Futuro da Alimentação, documento de 23 páginas redigido por uma comissão da qual fez parte o Slow Food. Esse manifesto é dirigido à administração pública mundial, tendo sido encaminhado à Organização Mundial do Comércio (OMC) em Cancun, México.

icone_pdf.gifClique e faça download do Manifesto sobre o Futuro da Alimentação (PDF de 320 Kb)

Para ler o Manifesto, é necessário o Adobe Reader, clique para fazer download programa

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